Santa Catarina terá Dia Estadual de Combate à Hanseníase a partir de 2021

Data será celebrada no dia 11 de março de cada ano, quando também irá acontecer a Semana de Educação Preventiva contra a Hanseníase

A Dive (Diretoria de Vigilância Epidemiológica) anunciou esta semana que, a partir do próximo ano, 11 de março será considerado o Dia Estadual de Combate à Hanseníase em Santa Catarina. As alterações na data alusiva já foram publicadas em Lei Estadual, que também prevê a Semana Estadual de Educação Preventiva contra a Hanseníase — aquela que compreender o dia 11 de março de cada ano.

Resultados do tratamento contra a hanseníase dependem muito do diagnóstico precoce – Foto: Reprodução/ND

Para Daniela Leandro Teodoro, coordenadora do Setor Hanseníase da GEVRA (Gerência de Vigilância de Doenças e Agravos Crônicos), “com a instituição da lei estadual, foram obtidos avanços quanto a divulgação da doença. E a nova semana vem para agregar e reorganizar as ações de conscientização e de mobilização da sociedade catarinense para o diagnóstico precoce. Além disso, com ações educativas, preventivas e informativas é possível reduzir os estigmas, a discriminação e realizar a promoção de inclusão social”.

O estado de Santa Catarina é considerado de baixa endemicidade para hanseníase. Em 2019, foram notificados 143 novos casos. A taxa de detecção de casos novos da doença por 100 mil habitantes ficou em 1,99, parâmetro considerado baixo.

Entretanto, segundo a diretoria, o Estado apresenta elevada proporção de casos novos diagnosticados com Grau 2 de incapacidade e, quando comparado com outros, ocupa o segundo lugar no ranking do Brasil.

“A hanseníase é uma doença que tem cura e o tratamento é gratuito pelo SUS (Sistema Único de Saúde). A luta contra a doença depende muito do diagnóstico precoce e este depende das informações sobre a doença, suspeitas, sinais e sintomas que devem ser incessantemente divulgados à sociedade e as equipes de saúde”, explica Daniela.

Sobre a doença

A hanseníase é causada por uma bactéria, transmitida pelas vias aéreas superiores, por meio de contato direto e prolongado com o doente sem tratamento. Entre os principais sintomas, que podem demorar de dois a sete anos para se manifestar, estão manchas na pele com alterações de cor e de sensibilidade (a pessoa pode se queimar ou cortar sem sentir dor), dormência, queda de pelos e o comprometimento de nervos periféricos, levando à perda da força dos músculos.

+

Saúde