Santa Catarina tem 51,5 mil casos da Covid-19 e 646 mortes desde o início da pandemia

Boletim divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde mostra que Santa Catarina vive pior cenário desde março, quando começaram os registros

Santa Catarina registrou, nesta sexta-feira (17), 51.549 casos confirmados de Covid-19 e 646 mortes. Segundo o boletim divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde, dos 295 municípios, houve pelo menos um caso em 283 cidades, sendo 120 delas com notificação de óbitos.

O aumento registrado nesta sexta-feira (17) foi o maior desde o início da pandemia. Foram 58 mortes notificadas e 1.768 casos em apenas 24 horas. O painel com os dados foi atualizado às 16h.

Santa Catarina tem maior alta no número de casos desde o inicio da pandemia – Foto: Reprodução/Dados AbertosSanta Catarina tem maior alta no número de casos desde o inicio da pandemia – Foto: Reprodução/Dados Abertos

Quatro meses após a confirmação do primeiro óbito, o Estado enfrenta o pior momento desde o início da pandemia. Das 16 regiões de saúde, sete delas têm risco potencial classificado como gravíssimo para a Covid-19. Há ainda outras sete em situação grave e duas com alto risco.

A primeira morte no Estado aconteceu em 25 de março em São José, na Grande Florianópolis. Harry Klueger, 86 anos, ficou internado por dois dias no Hospital Regional de São José. Ele era morador de Porto Belo, mas estava internado em uma casa de repouso em Antônio Carlos há cerca de um ano.

A casa de repouso onde Klueger estava internado teve a contaminação de outros moradores e outras três vítimas. Ao final de março, Santa Catarina tinha 235 infectados e registrava duas mortes. Até quinta-feira (16), o número de casos já ultrapassava 49 mil e os óbitos eram 588.

Evolução dos casos

Junho foi o mês de explosão no número de contaminados em Santa Catarina. Dados da plataforma Dados Abertos, mantida pela Secretaria de Estado da Saúde, mostram que ao longo dos trinta dias foram notificados 24.518 casos. O número é maior que em todos os meses anteriores. Os dados divulgados na plataforma consideram a data de início dos sintomas dos pacientes.

Em março, por exemplo, foram confirmados 1.178 casos, totalizando ao final daquele mês 1.208 pacientes infectados. Abril e maio tiveram crescimento no número de contaminados pelo novo coronavírus. Foram 2.603 e 9.359 novos casos, respectivamente.

O número de mortes também cresceu de forma assustadora no mês de junho. No período foram ultrapassadas a marca de 200 e 300 mortes. A primeira foi atingida no dia 16 quando foi confirmada por meio do boletim diário 212 óbitos. Após 11 dias, em 27 naquele mês, outra trágica notícia, o número de vítimas havia passado para 304.

A velocidade com que as mortes foram confirmadas chama atenção, entre outros motivos, pelo fato de levou dois meses para que o Estado chegasse aos 100 óbitos. O fato aconteceu em 22 de maio, cerca de dois meses após a confirmação da primeira morte em Santa Catarina.

Hoje o cenário é ainda pior. Pela primeira vez foram confirmadas 35 mortes em 24h. O recorde negativo aconteceu entre os dias 14 e 15 deste mês, passando de 534 óbitos para 569.

Crescimento de casos no interior

Após a confirmação dos primeiros casos nos grandes municípios do Estado, a Covid-19 começou a se espalhar pelo interior. Cidades de pouco mais de 3 mil habitantes passaram a atender pacientes infectados e enterrar seus moradores. É o caso de Pinheiro Preto, Ponte Alta e Frei Rogério.

Em Pinheiro Preto, no Oeste, o primeiro caso confirmado de infecção pelo vírus aconteceu no dia 28 de maio. Dois meses após as primeiras notificações da Covid-19 em Santa Catarina. Segundo dados da secretaria Municipal de Saúde, divulgados na quinta-feira (16), o pequeno município tem hoje uma morte e sete infectados, entre recuperados e casos ativos.

Algo semelhante aconteceu em Frei Rogério. Localizado a 30 km de Curitibanos, o município de 2 mil habitantes teve o primeiro caso confirmado em 6 de junho. Segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde, dois casos notificados na cidade, um deles em que o paciente morreu.

Outros exemplos do avanço do vírus no interior do Estado pode ser observado em Rio da Antas, São Cristóvão do Sul, Entre Rios e Ipuaçu. O último, que tem 7 mil habitantes segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), preocupa pelo grande contingente de indígenas infectados. Dos 310 contaminados, 259 são da etnia Kaingang.

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