Saúde de SC fala sobre maior transmissibilidade da Ômicron e situação da variante no Estado

A Anvisa anunciou que dois casos da variante foram identificados no Brasil nesta terça-feira (30)

“Estudos preliminares indicam que a Ômicron é mais transmissível e contagiosa do que a variante Delta”, afirma o superintendente de Vigilância em Saúde de Santa Catarina, Eduardo Macário.

Variante Ômicron não chegou a Santa Catarina, diz superintendente em Saúde – Foto: Leo Munhoz/NDVariante Ômicron não chegou a Santa Catarina, diz superintendente em Saúde – Foto: Leo Munhoz/ND

O risco se intensifica em ambientes com aglomeração de pessoas, pouca ventilação e sem o uso da máscara. O alerta vem um dia após a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) anunciar que dois casos da Ômicron foram identificados no Brasil.

No Estado, porém, Macário garante que até o momento não há confirmações nem suspeitas de que a variante tenha chegado em território catarinense.

“Continuamos monitorando todos os casos, principalmente daquelas pessoas que tiveram contato ou que tiveram histórico de viagem para países africanos”, diz. Assim, pode ser realizado o monitoramento e a coleta de amostras para identificação da nova variante caso ela apareça em Santa Catarina.

Organismos internacionais estão estudando qual é o potencial dessa nova variante de produzir casos graves de serem resistentes às vacinas atualmente disponíveis, bem como os teste disponibilizados — RT-PCR e antígenos.

Qual é a capacidade de SC para identificar novas variantes

Macário salienta que “Santa Catarina tem um sistema de vigilância genômica eficiente e que tem identificado de forma rotineira todas as variantes em circulação no mundo”.

Segundo o superintendente, o Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública) tem um sistema de vigilância laboratorial capaz de identificar casos possivelmente associados a novos tipos de variantes.

Nesse caso, para confirmação, é necessário encaminhar as amostras para o laboratório de referência nacional, a Fiocruz, no Rio de Janeiro, que sequencia as amostras.

A circulação predominante em Santa Catarina é da variante Delta, também altamente transmissível. As vacinas atualmente disponíveis estão sendo bastante eficientes na contenção de casos novos e, especialmente, na contenção de casos mais graves e na redução e mortes por coronavírus, esclarece Macário.

SC proíbe eventos ao ar livre com aglomerações

Governo de Santa Catarina publicou, na noite desta terça-feira (30), uma portaria que proíbe a realização de grandes eventos ao ar livre que provoquem aglomerações. Isso inclui encontros com mais de 500 pessoas sem capacidade para seguir o protocolo do “evento seguro”, para controle de público.

A nova portaria também estabelece que apenas pessoas com esquema vacinal completo poderão realizar visitações em ILPIs (Instituições de Longa Permanência para Idosos).

Alerta para fim do ano

Até que os estudos realizados pela OMS (Organização Mundial de Saúde) junto aos países que já identificaram casos da Ômicron sejam concluídos, Eduardo Macário alerta a população para seguir com os cuidados de prevenção.

“Mantenham as atitudes positivas de prevenção, como uso de máscara, principalmente em ambientes fechados, com pouca ventilação ou aglomerados.”

“Agora, momento em que todos estão indo para as compras de Natal, tenham esse cuidado de manter um certo nível de distanciamento e utilizem a máscara como uma proteção para si e para os demais”, complementa.

O superintendente reforça, ainda, a importância da vacinação de todas as doses necessárias. Além disso, ele diz que “há excesso de imunizantes”, como uma forma de mostrar que ninguém ficará sem vacina.

“Somente com vacinação e um cuidado maior nos próximos meses nós conseguiremos ter um 2022 muito mais tranquilo e com a pandemia sob controle”, finaliza.

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