Saúde intensifica ações para evitar surto de febre amarela no Estado

Ações que já são desenvolvidas rotineiramente pelo Estado agora fazem parte do “Plano de Ação de Enfrentamento da Febre Amarela” enviado aos municípios

A Dive (Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina) informou que começa a partir dessa semana a executar um cronograma de ações para intensificar a vigilância e a vacinação contra a febre amarela.  O objetivo é acompanhar a circulação do vírus pelo Estado.

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, a medida é preventiva e busca sensibilizar as equipes municipais de vigilância epidemiológica e atenção primária a saúde. “A proposta é intensificar as ações nos próximos meses, mapeando com as equipes municipais as pessoas que ainda não foram vacinadas para febre amarela e locais com a ocorrência de morte ou adoecimento de macacos”, explica Helton de Souza Zeferino, secretário de Estado da Saúde.

A vacina é a melhor forma de prevenção à febre amarela – Cristiano Andujar/PMF/ Divulgação/NDA vacina é a melhor forma de prevenção à febre amarela – Cristiano Andujar/PMF/ Divulgação/ND

Desde abril de 2017, o Brasil adota o esquema de dose única da vacina, conforme recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS). “O Estado já é área de recomendação para vacinação desde o segundo semestre do ano passado. Mas ainda assim, a cobertura está abaixo da meta. O ideal é que 95% do público-alvo seja imunizado. Atualmente, Santa Catarina vacinou apenas 75% dessas pessoas”, explica Lia Quaresma Coimbra, gerente de Imunização da Dive.

João Fuck, gerente de Zoonoses da Dive, explica que o vírus se desloca rapidamente e por isso, a importância da ação. “O vírus já circula em Santa Catarina. Por meio de estudos, podemos estimar que a velocidade de deslocamento pelos corredores ecológicos, é de três quilômetros por dia. O vírus já está na região Norte e Vale do Itajaí, com possibilidade de expansão para a região Sul”.

Os macacos sinalizam a circulação do vírus. Eles vivem no mesmo ambiente que o mosquito transmissor da febre amarela e são os primeiros a ficar doente. A morte ou o adoecimento dos primatas é um alerta para os gestores e profissionais de saúde adotarem medidas de prevenção, uma vez que a doença nestes animais precede os casos humanos.

Plano de Ação de Enfrentamento da Febre Amarela:

 Vigilância de Epizootias: identificar áreas com registro de mortes de macacos e intensificar a vacinação nesses locais. Além de sensibilizar a população para a importância da notificação de macacos mortos ou doentes.

Imunização: identificar áreas com pessoas não vacinadas, bem como imediatamente após a notificação da epizootia, delimitar o raio de 300 metros para imunização das pessoas não vacinadas. Realizar ações de educação com a população. No dia 19 de outubro, acontece o Dia D, da Campanha de Multivacinação, e o enfoque será febre amarela.

Vigilância de Casos Humanos: notificar, realizar a investigação clínica e ambiental e coletar amostras para diagnóstico. Sensibilizar profissionais de saúde sobre a suspeita e manejo clínico de febre amarela.

Febre Amarela em SC

Até o momento, o Estado já registrou duas mortes por conta da doença. A primeira foi no dia 28 de março deste ano, um homem de 36 anos, da localidade de Pirabeiraba, em Joinville, sem registro de vacina no SIPNI (Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações), e a outra, registrada no final de junho, um homem de 40 anos, residente de Itaiópolis, também no Norte do Estado e sem registro de vacina.

Além disso, Santa Catarina já tem o registro de cinco mortes de macacos por febre amarela, localizados nos seguintes municípios: Garuva um, Indaial um, Jaraguá do Sul um e Joinville dois.

A vacina é a melhor forma de prevenção à febre amarela. Todos os moradores de Santa Catarina com mais de nove meses devem se imunizar. A dose está disponível nas mais de mil salas de vacina do Estado.

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