Duas suspeitas de variante Delta em SC estão em análise após viagem para o PR

Fiocruz realiza estudo do sequenciamento dos exames para identificar se realmente se trata de uma variante; casos são de dois moradores de Joinville

Santa Catarina aguarda o resultado do sequenciamento de dois possíveis casos da variante Delta da Covid-19, mesmo após mais de 20 dias da notificação sobre a suspeita.

SC aguarda resultado de estudo de dois casos suspeitos da variante Delta da Covid-19 – Foto: Flavio Tin/Arquivo/NDSC aguarda resultado de estudo de dois casos suspeitos da variante Delta da Covid-19 – Foto: Flavio Tin/Arquivo/ND

De acordo com a Dive/SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina), os dois moradores de Joinville tiveram contato com um caso confirmado no início de abril, durante uma viagem ao município de Rolândia (PR).

No entanto, a notificação da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná ocorreu apenas no dia 6 de julho, ou seja, três meses após o ocorrido. Mesmo assim, a Prefeitura de Joinville foi comunicada para realizar a investigação epidemiológica.

Os testes positivados foram enviados para a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) para estudo do sequenciamento para a descoberta se realmente se trata de uma variante, mas ainda não houve o retorno deste estudo.

De acordo com a Prefeitura de Joinville, não existe um prazo para o retorno do resultado “até porque, nem todas as amostras são possíveis de serem analisadas”, afirma o município por conta do tempo de intervalo entre o fato e a coleta.

A reportagem do ND+ entrou em contato com a Fiocruz, mas ainda não houve retorno até a publicação.

Além dos dois casos em investigação, Santa Catarina já registrou sete casos da variante Delta, mas todos importados, ou seja, transmitidos fora do Estado.

Deste total, cinco foram confirmados no dia 20 de julho, em São Francisco do Sul. Os pacientes eram tripulantes de um navio ancorado próximo ao porto da cidade.

O resultado do sequenciamento genômico foi confirmado pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), no Rio de Janeiro, que recebeu as amostras encaminhadas pelo Lacen/SC (Laboratório Central de Saúde Pública).

Além disso, os outros dois foram de um homem, de 49 anos, em Itajaí, com histórico de viagem para Indonésia, com exame RT-qPCR negativo em 25 de junho. Assim como mais um tripulante do navio ancorado próximo ao porto de São Francisco do Sul.

“A variante Delta tem uma capacidade de transmissão aumentada em relação ao vírus Sars Cov-2 original. Então, é um momento que não podemos diminuir as práticas de higiene, etiqueta respiratória, higienização das mãos e uso de máscaras”, explica Fábio Gaudenzi, infectologista da Dive/SC.

Eficácia das vacinas contra a variante

Detectada em outubro de 2020, na índia, a variante Delta é decarada uma preocupação da OMS (Organização Mundial da Saúde). Assim como estudos apontam que a mutação seja 60% mais transmissiva. Veja a eficácia das vacinas aplicadas em Santa Catarina na imunização contra a variante Delta.

Janssen

A Johnson & Johnson anunciou no início de julho que a vacina de dose única contra o coronavírus produzida pela farmacêutica é eficaz contra a variante Delta, com uma resposta imunológica que dura pelo menos oito meses. O percentual dessa eficácia não foi divulgado.

No entanto, um novo estudo publicado na segunda-feira (19) mostrou que a vacina da Janssen parece ser muito menos eficaz contra a variante Delta do que contra o vírus original. A informação foi publicada no portal Expresso, de Portugal.

A investigação sugere que as pessoas imunizadas com a vacina da J&J podem precisar receber uma segunda dose, que pode ser de uma das vacinas à base de RNA feitas pela Pfizer ou pela Moderna. Essa segunda não está em uso no Brasil.

Este novo estudo ainda não foi revisado, nem publicado numa revista científica e foi realizada por uma equipe sem vínculos a qualquer um dos fabricantes de vacinas.

Coronavac

O diretor do Butantan, Dimas Covas, afirmou que os testes de laboratório realizados na China demonstraram a efetividade das duas doses. Porém, cientistas do Chile, onde a Coronavac é a principal vacina, recomendaram uma terceira dose do imunizante como reforço.

Segundo o estudo, o nível de anticorpos cai a partir do sexto mês da aplicação da segunda dose da Coronavac. Além disso, ensaios in vitro indicaram que o imunizante tem uma eficácia de apenas 25% para neutralizar a variante Delta.

Astrazeneca e Pfizer

Estudo divulgado na revista Nature, realizado por cientistas da França, indica dados semelhantes para as duas doses dos imunizantes: 95% de resposta imune tanto para a Pfizer quanto para a Astrazeneca.

Contudo, apenas 10% dos indivíduos que receberam somente uma injeção das vacinas foram capazes de neutralizar a variante Delta após uma dose.

pesquisadores na Grã-Bretanha relataram que encontraram mais evidências de que duas doses das vacinas da Pfizer e da Astrazeneca protegem bem as pessoas contra a variante Delta.

Duas doses da vacina Pfizer apresentaram eficácia de 88% entre os indivíduos infectados pela variante Delta. Já duas doses da Astrazeneca obtiveram eficácia de 67% contra a variante Delta.

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