SC garante a reserva 500 mil doses da vacina Coronavac

Cerca de 50 mil doses (10% do total) deve ir, prioritariamente, para os profissionais de saúde, mas todo o lote ainda depende de liberação da Anvisa

O protocolo assinado entre a entidade que representa os municípios de Santa Catarina e o Instituto Butantan, de São Paulo, garante que 500 mil doses foram da vacina Coronavac foram reservadas para garantir a oferta do imunizante contra a Covid-19 produzido pelo laboratório chinês Sinovac Biontech.

O acordo foi assinado entre a Fecam (Federação Catarinense de Municípios) com o Instituto Butantan, na quinta-feira (10). No entanto, a confirmação do protocolo ocorreu nesta semana, quando o consultor em saúde da federação e ex-prefeito de Rio do Sul, Jailson Lima, esteve em São Paulo para detalhar o acordo com o presidente do Instituto, Dimas Covas.

“Toda previsão que há está relacionada com a liberação da Anvisa. O Butantan já entrou com pedido em caráter emergencial e definitivo recentemente”, afirma o consultor.

Para o especialista, o plano nacional é difuso e dá pouca confiança à imunização, e atuação dos municípios visa um garantismo com relação à imunização.

SC garante a reserva 500 mil doses da vacina Coronavac. A produção do imunizante já começou – Foto: Governo de SP/DivulgaçãoSC garante a reserva 500 mil doses da vacina Coronavac. A produção do imunizante já começou – Foto: Governo de SP/Divulgação

“Hoje eu liguei pro Butantan, e lá não tem pedido de liberação nem de compra”, diz Jailson, citando a fala do ministro de que teremos 50 milhões de doses, enquanto a única vacina com previsões concretas é a Coronavac.

Inicialmente, a previsão da Fecam é começar a vacinação em fevereiro de 2021, assim como é a intenção do Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello.

Uma fração de 50 mil doses deve ir, prioritariamente, para os profissionais de saúde, mas assim como o montante de meio milhão de doses, depende de liberação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

O custeio das vacinas poderá ser feito por consórcio de municípios, mas o executivo estadual também pode atuar na aquisição. O preço ainda deve ser definido pela CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos).

A logística e a distribuição também devem ser discutidas posteriormente, já que a vacina começou a ser produzida na quinta-feira (10).

Ainda em dezembro a Fecam iria se reunir com a TECPar (Instituto de Tecnologia do Paraná) para tratativas sobre a vacina russa Sputnik V, mas agora a previsão é que o encontro deve ocorrer apenas em janeiro.

O imunizante em questão apresentou eficácia de 91,4% em sua fase final de estudos. Contudo, até então não há um pedido de registro ou autorização junto à Anvisa, etapa essencial para liberação.

Já a vacina da Oxford/AstraZeneca deve chegar em território nacional em meados de abril, aponta Jailson Lima, que cita o atraso nos processos do imunizante.

Segundo o governador Carlos Moisés (PSL), o governo não possui preferência para nenhuma vacina e deve seguir o protocolo de vacinação do Ministério da Saúde

“Não há nenhuma preferência. Desde que o Ministério da Saúde e a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) liberem para a aquisição. Entendemos que não é de uma fonte só que o Brasil trabalha com vacinas, nem sempre o mesmo produtor”, afirmou.

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