SC tem 392 mil pessoas com a vacinação incompleta contra a Covid-19

Apenas 44,93% dos moradores do Estado estão com a segunda dose em dia; número poderia ser muito maior, diz superintendente de Vigilância em Saúde

Santa Catarina tem 392 mil pessoas que não completaram a vacinação contra a Covid-19. Assim, 44,93% dos moradores do Estado estão com a segunda dose em dia, mas esse número poderia ser de 70%, segundo o superintendente de Vigilância em Saúde, Eduardo Macário.

vacinaçãoQuase 400 mil pessoas não completaram a vacinação contra Covid-19- Foto: PMF/Divulgação/ND

“A primeira dose só faz a sensibilização para a formação dos anticorpos. Apenas com a segunda consideramos a imunização completa e as pessoas protegidas”, afirmou Macário à NDTV. “Eu espero que as pessoas fiquem atentas pra completar esse esquema vacinal.”

Os dados foram atualizados na última segunda-feira (4). Conforme o superintendente, são duas as razões que podem explicar esse déficit.

“Nós achamos principalmente que se trata de esquecimento e aquela mania que o brasileiro tem de adiar, de deixar para depois. Ou mesmo por desconhecimento, achando que tomar uma dose é suficiente para garantir a imunização”, diz.

Apenas a vacina da Janssen é dose única. As demais utilizadas no país precisam de duas aplicações. No último fim de semana, com o mutirão de vacinação no Estado, foram imunizadas 250 mil pessoas.

Desde o início da campanha, 72,75% da população recebeu a primeira aplicação do imunizante contra a doença. A cobertura vacinal no país é parecida, com 69,78% da população vacinada com a primeira dose. Com o esquema completo, o número chega a 45,57%, conforme o consórcio de veículos de imprensa.

“Acho que a nossa saúde precisa ser colocada em primeiro lugar. Para isso, tomar a segunda dose da vacina é um ato de saúde e isso tem que ser compreendido com máxima importância”, reforça Macário.

Os empregadores devem dispensar os seus empregados para que ele possam fazer a segunda dose, diz o superintendente. “Não pode ter um empregado com risco de adoecer. As pessoas precisam colocar a vacinação como prioridade na vida.”

Redução de mortes e hospitalizações

Com a vacinação, Macário ressalta que houve uma redução acentuada de hospitalizações e mortes. “Nas hospitalizações houve diminuição de 75%. Em todas as regiões caiu o número de óbitos e também o número de pessoas que estão adoecendo de forma grave”, diz.

Conforme o superintendente, a hospitalização de pessoas com a forma grave da doença é de pessoas não vacinadas ou que ainda não tomaram a segunda dose. “A pandemia não acabou, mas estamos bastante otimistas que poderemos virar a página no país.”

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