SC tem aumento de 77,3% nos focos de dengue, em relação a 2020

Além disso, dados apontados pela Dive/SC mostram que 116 municípios catarinenses esão infestados por focos do mosquito Aedes aegypti

A Dive/SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina) informou, através de novo boletim epidemiológico, que, nos primeiros nove meses de 2021, o Estado registrou o aumento de 77,3% nos focos do mosquito Aedes aegypti, em relação ao mesmo período de 2020.

Quadro mostram situação das cidades de SC em relação à presença dos focos do Aedes Aegypti – Foto: Reprodução/Dive/SCQuadro mostram situação das cidades de SC em relação à presença dos focos do Aedes Aegypti – Foto: Reprodução/Dive/SC

Até o momento, foram identificados 47.850 focos do mosquito Aedes aegypti, em 220 municípios. Tomando por base os números de 2020, o aumento se dá pelo fato de que, naquele ano, eram 26.989 focos, em 190 municípios do Estado.

Além disso, o órgão de vigilância divulgou que 116 cidades catarinenses estão infestadas pelos focos do vetor que transmite dengue, febre de chikungunya e zika vírus.

Em 2020, eram 103 cidades em situação de infestação. O aumento entre os dois anos é de 12,6%. Confira abaixo as cidades avaliadas em 2021.

Cidades infestadas por focos do mosquito em 2021:

  • Abelardo Luz;
  • Água Doce
  • Águas de Chapecó;
  • Águas Frias
  • Anchieta;
  • Araranguá;
  • Araquari;
  • Balneário Camboriú;
  • Balneário Piçarras;
  • Bandeirante;
  • Barra Bonita;
  • Belmonte;
  • Biguaçu;
  • Blumenau;
  • Bombinhas;
  • Bom Jesus;
  • Bom Jesus do Oeste;
  • Brusque;
  • Caibi;
  • Camboriú;
  • Campo Erê;
  • Campos Novos;
  • Catanduvas;
  • Caxambu do Sul;
  • Chapecó;
  • Concórdia;
  • Cordilheira Alta;
  • Coronel Freitas;
  • Coronel Martins;
  • Cunha Porã;
  • Cunhataí;
  • Descanso;
  • Dionísio Cerqueira;
  • Entre Rios;
  • Faxinal dos Guedes;
  • Formosa do Sul;
  • Florianópolis;
  • Galvão;
  • Garuva;
  • Gaspar;
  • Guaraciaba;
  • Guaramirim;
  • Guarujá do Sul;
  • Guatambu;
  • Ilhota;
  • Imbituba;
  • Indaial;
  • Iporã do Oeste;
  • Ipuaçu;
  • Iraceminha;
  • Irati;
  • Irineópolis;
  • Itá;
  • Itajaí;
  • Itapema;
  • Itapiranga;
  • Jaborá;
  • Jaraguá do Sul;
  • Jardinópolis;
  • Joaçaba;
  • Joinville;
  • Jupiá;
  • Lajeado Grande;
  • Maravilha;
  • Marema;
  • Modelo;
  • Mondaí;
  • Navegantes;
  • Nova Erechim;
  • Nova Itaberaba;
  • Novo Horizonte;
  • Ouro Verde;
  • Palhoça;
  • Palma Sola;
  • Palmitos;
  • Paraíso;
  • Passo de Torres;
  • Passos Maia;
  • Penha;
  • Pinhalzinho;
  • Planalto Alegre;
  • Porto Belo;
  • Porto União;
  • Princesa;
  • Quilombo;
  • Rio do Sul;
  • Riqueza;
  • Romelândia;
  • Saltinho;
  • Salto Veloso;
  • Santa Helena;
  • Santa Terezinha do Progresso;
  • Santiago do Sul;
  • São Bernardino;
  • São Carlos;
  • São Domingos;
  • São João Batista;
  • São João do Oeste;
  • São José;
  • São José do Cedro;
  • São Lourenço do Oeste;
  • São Miguel da Boa Vista;
  • São Miguel do Oeste;
  • Saudades;
  • Seara;
  • Serra Alta;
  • Sombrio;
  • Sul Brasil;
  • Tigrinhos;
  • Tijucas;
  • Tunápolis;
  • União do Oeste;
  • Vargeão;
  • Xanxerê;
  • Xavantina;
  • Xaxim.

Dengue

Até o dia 18 de setembro foram notificados 32.466 casos de dengue em Santa Catarina. Desses, 18.968 (58% do total) foram confirmados e 12.449 (38%) foram descartados por apresentarem resultado negativo.

Enquanto isso, 626 (2%) foram classificados como inconclusivos para dengue e 423 seguem sob investigação pelos municípios.

Transmissão em SC

Do total de casos confirmados até o momento, 18.656 são autóctones, ou seja, tiveram transmissão dentro do Estado, enquanto 67 casos são importados e 123 ainda estão em investigação. Há ainda 122 ‘indeterminados’, pois não foi possível definir o local de transmissão.

Cidades em alerta

Foram registrados 150 casos de dengue com sinais de alarme em residentes nos municípios de Joinville, com 136, Itajaí, com sete, Navegantes, com três, Araquari, com um, Camboriú, com um, Dona Emma, com um e Santa Helena, também com um.

Há ainda nove casos de dengue grave em residentes no município de Joinville, com oito, e Camboriú, com um.

Mortes

Foram contabilizadas seis mortes pela doença, nas seguintes ocasiões:

  • dia 30 de abril, um paciente de 49 anos;
  • dia 1° de maio, um paciente de 79 anos;
  • dia 2 de maio, um paciente de 75 anos;
  • dia 13 de maio, um paciente de 33 anos;
  • dia 24 de maio, um paciente de 49 anos;
  • e dia 1° de junho um paciente de 68 anos.

Epidemia em SC

Há quatro cidades em Santa Catarina consideradas em situação de epidemia. Joinville apresenta o maior número de casos autóctones, sendo 16.564, o que representa praticamente 88,8% do total de casos no ano de 2021, e a taxa de incidência é de 2.771,5 casos por 100 mil/habitantes.

O município de Navegantes também teve epidemia de dengue com 672 casos autóctones e a taxa de incidência é de 824,8 casos por 100 mil/hab. em seguida, aparece o município de Camboriú com 301 casos e a taxa de incidência em 362,7 casos por 100 mil/hab.

Por fim, o município de Santa Helena contabiliza 49 casos autóctones e a taxa de incidência está em 2.227,3 casos por 100 mil/hab. É considerado local epidêmico que, segundo a OMS, a taxa de incidência é maior de 300 casos de dengue por 100 mil habitantes.

Comparações com 2020

Na comparação com o mesmo período de 2020, quando foram notificados 21.569 casos, há um aumento de 51% nas notificações de casos em 2021, com 32.466.

Em relação aos casos confirmados, em 2021, até o momento foram confirmadas 18.968 ocorrências, sendo que no mesmo período em 2020 haviam sido confirmados 11.289 casos. Há 68% de aumento entre o mesmo período dos anos.

Febre de chikungunya

A ‘chikungunya’ é uma infecção viral que pode aparecer de forma aguda, podendo haver febre alta, dor articular intensa, dor de cabeça e dor muscular, podendo ocorrer erupções cutâneas.

Há ainda chance de evolução para fases que trazem persistência de dor articular e crônica, com persistência de dor articular por meses ou anos.

O nome da doença deriva de uma expressão usada na Tanzânia que significa ‘aquele que se curva’.

Pessoas que estiveram, nos últimos 14 dias, em cidade com a presença do Aedes aegypti ou com a transmissão da doença e apresentarem os sintomas citados devem procurar uma unidade de saúde para receber o diagnóstico e tratamento adequados.

Zika vírus

O vírus da zika, assim como os dois anteriores, é transmitido pela picada do  Aedes aegypti, quando infectado. A doença pode se manifestar através de febre aguda, durando de 3 a 7 dias, e não costuma trazer complicações graves.

Estudos e pesquisas já divulgadas sobre o tema mostram que mais de 80% das pessoas infectadas não desenvolvem manifestações clínicas.

Contudo, em casos onde há sintomas, há o surgimento de uma área vermelha na pele com pápulas pequenas e confluentes, febre intermitente, hiperemia conjuntival não purulenta e sem prurido, artralgia, mialgia e edema periarticular ecefaleia.

Orientações para evitar a proliferação do Aedes aegypti:

  • Evite usar pratos nos vasos de plantas. Se usá-los, coloque areia até a borda;
  • Guarde garrafas com o gargalo virado para baixo;
  • Mantenha lixeiras tampadas;
  • Deixe os depósitos d’água sempre vedados, sem qualquer abertura, principalmente as caixas d’água;
  • Plantas como bromélias devem ser evitadas, pois acumulam água;
  • Trate a água da piscina com cloro e limpe-a uma vez por semana;
  • Mantenha ralos fechados e desentupidos;
  • Lave com escova os potes de comida e de água dos animais no mínimo uma vez por semana;
  • Retire a água acumulada em lajes;
  • Dê descarga, no mínimo uma vez por semana, em banheiros pouco usados;
  • Mantenha fechada a tampa do vaso sanitário;
  • Evite acumular entulho, pois ele pode se tornar local de foco do mosquito da dengue
  • Denuncie a existência de possíveis focos de Aedes aegypti para a Secretaria Municipal de Saúde;
  • Caso apresente sintomas de dengue, chikungunya ou zika vírus, procure uma unidade de saúde para o atendimento.
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