SC tem terceira maior taxa de ocupação de leitos de UTI Covid-19 do Brasil

Segundo boletim da Fiocruz, Estado só fica atrás de Sergipe e Mato Grosso do Sul, também em estados críticos de ocupação de leitos durante a pandemia

A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) divulgou um novo Boletim do Observatório Covid-19 que aponta Santa Catarina com a terceira maior taxa de ocupação de leitos UTI Covid-19 Adulto, registrando um percentual de 95%. O Estado só fica atrás de Sergipe, com 97%, e Mato Grosso do Sul, com 96%.

Fiocruz divulgou a situação de ocupação de leitos de UTI Covid-19 em todo o Brasil – Foto: Fiocruz/Divulgação/NDFiocruz divulgou a situação de ocupação de leitos de UTI Covid-19 em todo o Brasil – Foto: Fiocruz/Divulgação/ND

Com relação a ocupação de leitos na cidade de Florianópolis, o boletim considera que a cidade está na zona de alerta intermediário, com 77% dos leitos em utilização. O alerta intermediário abrange cidades que tenham taxas iguais ou superiores a 60% e inferiores a 80%.

A publicação ainda destaca que as regiões Sul e Centro-Oeste do Brasil são, atualmente, as mais preocupantes. No Sul, o Paraná empata com Santa Catarina na taxa de ocupação de leitos UTI Covid-19 Adulto, com 95%. O Rio Grande do Sul apresenta uma pequena melhora, mas ainda em grave situação, com 83% dos leitos ocupados.

No Centro-Oeste, os Estados mais preocupantes são, em ordem: Mato Grosso do Sul (96%), Mato Grosso (86%) e Goiás (85%). Todos os Estados do Sul e do Centro-Oeste estão em situação crítica, como consta no boletim.

SC está entre os piores Estados na ocupação de leitos UTI Covid-19 Adulto – Foto: Freepik/Reprodução/NDSC está entre os piores Estados na ocupação de leitos UTI Covid-19 Adulto – Foto: Freepik/Reprodução/ND

Panorama brasileiro

A Fiocruz traz um panorama completo da situação do novo coronavírus desde o início da pandemia, em março de 2020. Já nas primeira páginas, O boletim enfatiza que, no mundo, há uma taxa de 497 mortes por milhão de habitantes. No Brasil, essa taxa está em 2.364 mortes por milhão de habitantes, sendo 4,7 vezes maior que a global.

Os pesquisadores explicam que, no mundo, há uma taxa de 497 mortes por milhão de habitantes. No Brasil, essa taxa está em 2.364 mortes por milhão de habitantes, sendo 4,7 vezes maior que a global.

Taxa de mortes por Covid-19 no Brasil, desde o início da pandemia – Foto: Fiocruz/Divulgação/NDTaxa de mortes por Covid-19 no Brasil, desde o início da pandemia – Foto: Fiocruz/Divulgação/ND

Com isso, o Brasil tem os piores índices de morte entre os “países grandes”, em termos de população com mais de 100 milhões de habitantes. Apesar de os Estados Unidos registrarem um número total de mortes superior ao Brasil, quando se calcula os óbitos a partir da densidade demográfica, o Brasil ocupa o primeiro lugar.

Além disso, em 2021, o Brasil registrou novas 100 mil mortes em
dois meses e 17 dias, atingindo o total de 300 mil mortes no dia 24 de março. Desde então, começou uma aceleração nos casos de contágio e, consequentemente, de mortes no país. Em pouco menos de três meses, no dia 19 de junho, o Brasil atingiu a marca dos 500 mil óbitos.

No início do ano o Brasil havia levado dois meses e 17 dias para somar mais 100 mil mortes aos 200 mil óbitos já registrados. Das 300 mil até às 500 mil mortes, bastaram apenas outros dois meses e 28 dias. O Brasil registra, atualmente, uma taxa de letalidade de 2,8 % por Covid-19.

Rejuvenescimento no índice de mortalidade

A pandemia também apresentou uma nova característica nos últimos meses. Os cientistas começaram a perceber que os casos de óbitos estavam relacionados à pessoas cada vez mais jovens. Se antes a preocupação era com o grupo de idosos, o ‘rejuvenescimento da pandemia’ mudou a situação.

“Este é um termo largamente utilizado em situações em que há um certo padrão etário e, ao longo do tempo, percebe-se a redução da idade média de casos, assim como a mediana e outros indicadores demográficos, em oposição ao envelhecimento. Isto não significa dizer, a partir de uma leitura rasa, que os jovens contribuem para a progressão da pandemia”, esclarecem os pesquisadores.

A investigação mostra que ao longo das semanas, os cidadãos até os 29 anos foram mais afetados. Segundo análise, trata-se de um reflexo, por um lado, da redução de mortes de idosos, por conta do efeito da vacinação, e da flexibilização de normas sanitárias contra a Covid-19.

Mortalidade materna

O Brasil também é o país com o maior número de mortes
maternas devido à Covid-19. Entre mulheres grávidas e puérperas, a
taxa de mortalidade atinge a casa dos 7,2%, sendo quase três vezes maior do que a atual taxa de mortalidade por Covid-19, de 2,8%.

índices de morte entre grávidas e puérperas durante a pandemia – Foto: Fiocruz/Divulgação/NDíndices de morte entre grávidas e puérperas durante a pandemia – Foto: Fiocruz/Divulgação/ND

O estudo aponta que, em 2020, foram registradas 560
mortes pela Covid-19 em mulheres grávidas e puérperas. Em 2021,
até o fechamento do estudo, as mortes já chegaram ao número de 1.156, mais que o dobro do que em 2020. A maioria delas, de acordo com a
análise, ocorre durante a gestação e não no puerpério.

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