SC teve média de 115 casos da Covid-19 por hora em janeiro

Apesar de a análise os últimos meses de 2020 como os mais críticos da pandemia em solo catarinense, os números atuais ainda não consideram a situação amena

Segundo o mais recente levantamento do NECAT (Núcleo de Estudos de Economia Catarinense), 84.232 casos da Covid-19 foram registrados em Santa Catarina ao longo do mês de janeiro. Isso indica que foram 115 casos por hora no primeiro mês de 2021, ou 1,9 caso por minuto.

O número, de fato, é semelhante aos boletins epidemiológicos, sendo que os documentos apresentavam uma constância de 2,5 mil casos a cada 24h, sem picos muito altos ou distorções em virtude de represamento de testes, por exemplo.

Média semanal móvel do número de casos – Foto: Necat/UFSC/NDMédia semanal móvel do número de casos – Foto: Necat/UFSC/ND

Apesar de a análise, feita pelo núcleo de estudos do professor Lauro Mattei, apontar que a partir de novembro os números se agravaram mais em solo catarinense, o panorama atual ainda não demonstra uma situação amena no Estado. Foi um crescimento de 180% em novembro, com relação ao mês anterior, e dezembro figura como “o mês em que ocorreu o maior surto da doença no território catarinense”.

“Do ponto de vista da velocidade do contágio, nota-se que no mês de janeiro de 2021 a cada 6-7 dias 20 mil novos casos foram registrados, indicando um elevado índice de contaminação da população catarinense. Isso faz com que SC detenha a 4ª maior taxa de incidência da doença do país a cada 100 mil habitantes (7.998,9), valor que é 1,85 vezes a taxa do país (4.339,1)”, diz a 38ª edição do boletim, divulgada nesta segunda-feira (1º).

Além disso, segundo os dados do Conass (Conselho Nacional de Secretarias de Saúde), Santa Catarina é o 4º Estado com maior número de confirmações até então.

A posição no ranking considera os 578.550 casos confirmados, com dados atualizados no fim da tarde desta segunda-feira (1º).

O que mantém o panorama futuro um pouco mais otimista são as proporções. Os casos, por exemplo, cresceram em somente 1.735 nas últimas 24h, ante 2.591 pacientes que foram considerados recuperados na mesma lacuna de tempo.

Os balanços de vacinação também indicam uma relativa rapidez na imunização, com cerca de 56 mil doses aplicadas até o dia 29 de janeiro, o que apresenta um crescimento diário maior do que os casos.

Vale do Itajaí teve maio crescimento de casos

Regionalmente, o Vale do Itajaí segue sendo a região com o maior número de casos por mês, com 26,9% de alta entre os dias 28 de dezembro e 29 de janeiro.

A região fica somente atrás da Grande Florianópolis, que aumentou o número absoluto de confirmações em cerca de 13 mil casos, 20,3% a mais em praticamente 30 dias.

No mapeamento de risco do Estado, a Foz do Rio Itajaí é categorizada como região em risco gravíssimo, ao passo que a Grande Florianópolis segue em risco grave.

As variáveis da região metropolitana onde fica a capital indicam variáveis entre 2,5 e 3 nos últimos dados do mapeamento estadual, feito na quarta passada (27).

Contudo, o Vale tem situações distintas internamente, mas apresenta dados, via de regra, mas críticos.

Isso ocorre porque toda o Vale do Itajaí é divido no mapeamento da Secretaria de Estado da Saúde em três regiões: “Alto Vale”, “Médio Vale” e “Foz do Rio Itajaí”, sendo somente a última em estado gravíssimo, de acordo com a classificação mais recente.

As variáveis da Foz indicam sinal vermelho no Evento Sentinela e no Monitoramento, variáveis que mensuram o número de óbitos proporcional e taxa de contágio, e número de testes realizados no Lacen, respectivamente.

“Em síntese, pode-se dizer que a dinâmica regional atual da Covid-19 em
Santa Catarina revela diferentes cenários. Por um lado, nota-se a continuidade da aceleração da curva de contágio na região Norte Catarinense, a qual apresentou a maior taxa de crescimento (5%), ao mesmo tempo em que a Grande Florianópolis reduziu bastante seu ritmo de contágio no período considerado, ficando com taxa abaixo da média estadual (3,5%). Por outro lado, nas regiões Oeste, Vale do Itajaí e Serra Catarinense observam-se taxas de crescimento praticamente idênticas à média estadual, enquanto que região Sul a taxa ficou bem abaixo da média estadual (2%),”, pontua o boletim do Necat acerca da dinâmica regional dos casos em solo catarinense.

Vale ressaltar que a dinâmica de restrições no final desta semana, quando deve ser divulgada a atualização do novo mapeamento de risco feito pelas autoridades de saúde do Estado.

Agora, a dinâmica das restrições também é um pouco diferente, com o condensamento das portarias estaduais em onze documentos, medida tomada pela gestão estadual na última sexta (29).

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