Secretaria da Saúde de Joinville usa drone para encontrar focos do mosquito transmissor da dengue

Em parceria com a Polícia Militar Ambiental, o aparelho está sendo utilizado para vistoriar locais de difícil acesso em Joinville

Fabrício Porto/ND

Equipamento permite alcançar locais não acessíveis por agentes. Até o fim da semana serão 2.207 imóveis visitados

Uma força-tarefa desencadeada na manhã desta segunda-feira (18) nos bairros Itaum e Floresta, na zona Sul de Joinville, conta com uma ajuda especial: o uso de um drone para identificar possíveis focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya, zika vírus e febre amarela, em locais de difícil acesso. O supervisor de equipe Ailton Santana Benevenutt explica que a intenção é alcançar as residências e terrenos em que os agentes não têm acesso, porque estão abandonados ou porque os donos não foram encontrados. “O objetivo de toda nossa ação é sensibilizar para conscientizar a população para os cuidados que precisam ser tomados”, destacou.

Essa é a primeira vez que o drone é utilizado para chegar até os locais onde os agentes não conseguem. Uma parceria entre a Secretaria da Saúde e a Polícia Militar Ambiental possibilitou a utilização, já que o equipamento pertence à polícia.

A varredura vai ocorrer durante toda a semana e serão vistoriados 2.207 domicílios localizados na área considerada infestada, nos bairros Itaum e Floresta, os dois com maior número de focos em 2015. No ano passado as equipes detectaram 254 focos na cidade. Estão envolvidas na ação cerca de 100 pessoas e os agentes de combate a endemias terão apoios de agentes comunitários de saúde, bombeiros voluntários, Polícia Militar, inclusive a Ambiental, subprefeituras Sul e Sudeste, defesa civil e a empresa Ambiental.

Neste ano, sete focos do mosquito foram descobertos na cidade. Novamente o Itaum é o bairro com maior incidência, com três focos, seguido pelo Floresta, com dois. O bairro João Costa, na zona Sul, o distrito de Pirabeiraba, na zona Norte, registraram um foco cada um até o momento. Todos os focos foram encontrados em armadilhas ou pontos estratégicos, como vasos de planta.

Nova ação prevista para fevereiro

Joinville registrou no ano passado 47 casos de dengue, 11 deles contraídos na cidade. Para a auxiliar de produção Marizete Kraisch, é necessário que a população ajude. “As pessoas precisam tomar consciência e fazer a parte delas. Se não fizerem, fica complicado”, comentou. Ela costuma tomar alguns cuidados, como trocar pelo menos três vezes ao dia a água dos cachorros, colocar areia nos pratos dos vasos de flor e não deixar nada no quintal que possa acumular água da chuva.

Moradora há 36 anos do bairro com maior número de focos de dengue, o Itaum, a auxiliar de produção, hoje com 42, fica triste ao saber que o lugar onde mora lidera o ranking negativo em Joinville. “A gente se assusta e fica triste por saber que os próprios vizinhos não tomam consciência. Com tantas doenças que podem ser causadas pelo mosquito, é necessário que as pessoas abram os olhos”, alertou.

O trabalho realizado pela equipe é de orientação e recolhimento de pequenos recipientes que não têm mais utilidade mas que podem servir de criadouro ao mosquito, como garrafas, pratinhos de plantas, pneus velhos, entre outros. Esta é a primeira ação efetiva coordenada pela Sala de Situação de Combate ao Aedes aegypti, que foi implantada em 28 municípios de Santa Catarina. Um segundo ciclo de visitas nesta mesma área está previsto para ocorrer entre os dias 22 e 26 de fevereiro.

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