Secretários municipais de Saúde temem colapso no sistema em SC

Conselho de Secretarias Municipais e secretário de Estado da Saúde se reuniram nesta quinta (26) para discutir situação; pode haver novas medidas esta semana

Temendo o risco de um colapso no sistema de saúde, o Cosems (Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Santa Catarina) se reuniu na manhã desta quinta-feira (26) com o secretário de Estado da Saúde André Motta Ribeiro.

A expectativa é de que novas medidas sejam anunciadas ainda nesta semana.

Secretarias municipais de Saúde temem colapso no sistema em Santa Catarina – Foto: Catarina Duarte/NDSecretarias municipais de Saúde temem colapso no sistema em Santa Catarina – Foto: Catarina Duarte/ND

A reunião discutiu um documento enviado à Secretaria de Estado da Saúde pelo Cosems na quarta-feira (25). No texto, o conselho cita que a taxa de ocupação dos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) no estado é superior aos 80%.

Segundo o presidente do Cosems, Alexandre Lencina Fagundes, o governo deve ter agilidade na tomada de medidas. “Se nada for feito nós vamos ter um cenário muito pior do que estamos vivendo hoje”.

Sul, Serra e Oeste são as regiões consideradas mais graves em relação ao risco de colapso na saúde, aponta Fagundes. Nas três regiões houve registro de superlotação em hospitais da rede pública.

Diferente do início da pandemia, a falta de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) não é mais uma questão central. Atualmente o que preocupa é a falta de profissionais capacitados para compor as equipes multiprofissionais que atuam nas UTIs.

Novas medidas

De acordo com Fagundes, que também é secretário de saúde em Cunha Porã, a expectativa é que novas medidas devem ser anunciadas pelo Estado até sábado (28). “Nós precisamos que estas medidas sejam imediatas para que tenhamos tempo de ter um resultado imediato”.

O Cosems trabalha com quatro eixos para reverter a situação atual da pandemia em Santa Catarina. São eles: rede de leitos de UTI que atenda a demanda de pacientes, persistência da atenção primária nos municípios, fiscalização e sensibilização da sociedade.

“Nós não sabemos se as autoridades vão tomar alguma medida de restrição social, mas nós esperamos que não. Nós esperamos que todo mundo colabore e que consigamos passar por esse momento crítico sem maiores consequências. Se isso não ocorrer, talvez algumas medidas de restrição social tenham que ser tomadas”, diz Fagundes.

Em sua avaliação, é necessário que a população entenda a gravidade do momento enfrentado e que siga as orientações de proteção.

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