Segunda dose da Coronavac dá reação? Saiba as mais comuns e quando ficar em alerta

Estudos não detectaram reações graves após a segunda dose da Coronavac e o sintoma mais comum é dor

As pessoas que tomaram a segunda dose da Coronavac apresentaram na maioria dos casos apenas reações brandas. Os estudos mostram que cerca de 50% dos pacientes adultos registraram sintomas leves até uma semana após a vacina e não foram detectados sintomas graves. A segunda dose é fundamental para garantir a imunização contra a Covid-19.

Segunda dose da Coronavac dá reação? Saiba as mais comuns e quando ficar em alertaEventos graves não foram relatados durante os estudos do imunizante – Foto: Arquivo/Prefeitura de Balneário Piçarras/Divulgação/ND

O Instituto Butantan realizou estudo com 5.051 participantes adultos (18-59 anos) e idosos (com mais de 60 anos) no Brasil. Todos eles completaram o esquema vacinal tomando as duas doses. As reações se dividem entre aquelas previstas em bula e as inesperadas.

Os sintomas já esperados da vacina, desenvolvida pelo Butantan em parceria com chinesa Sinovac, foram registradas em 50,8% no grupo dos adultos e 36,4% no grupo dos idosos. O mais relatado é dor onde ocorreu a picada, relatado por quatro a cada dez adultos que tomaram o reforço vacinal, assim como por três a cada dez idosos.

Outras reações comuns e que podem ocorrer são fadiga, febre, mialgia, diarreia, náusea, dor de cabeça. Já as reações inesperadas ocorreram em 9,2% dos adultos e 8,1% do grupo dos idosos. Nenhum deles, entretanto, foi de alto grau.

No município de Serrana, em São Paulo, foram aplicadas 54.882 doses na população adulta, sem registros de efeitos graves. Com a primeira dose, foram 4,4% de relatos de reações adversas e 0,02% considerados de grau 3 (mialgia e cefaleia). Com o reforço vacinal, caiu para 0,2% de relatos de efeitos adversos. – nenhum grave.

“Vírus morto”

Conforme o Butantan, os sintomas leves da Coronavac ocorrem por conta da tecnologia da fabricação. As doses são feitas com o vírus inativado – após ser replicado, ele é morto. Assim é possível produzir anticorpos e produzir resposta imunológica sem adoecer.

A proteção, entretanto, só ocorre após serem tomadas as duas doses. “O esquema vacinal é necessário para obter a resposta imune esperada para a prevenção de COVID-19. A proteção em indivíduos com esquemas incompletos não foi avaliada nos estudos clínicos”, ressalta.

Possíveis efeitos da CoronaVac em adultos

Muito comuns (mais de 10% dos pacientes)

  • dor de cabeça, cansaço, dor

 Comuns (entre 1% e 10% dos pacientes)

  • Sistêmica: enjoo, diarreia, dor muscular, calafrios, perda de apetite, tosse, dor nas articulações, coceira, coriza, congestão nasal;
  • vermelhidão, inchaço, enduração, coceira.

Incomuns (entre 0,1% e 1% dos pacientes)

  • vômito, febre, vermelhidão, reação alérgica, dor de garganta, dor ao engolir, espirros, fraqueza muscular, tontura, dor abdominal, sonolência, mal-estar, dor nas extremidades, dor abdominal superior, dor nas costas, vertigem, falta de ar, inchaço;
  • hematoma.

Efeitos da Coronavac em idosos

Muito comuns (mais de 10% dos pacientes)

  • dor.

Comuns (entre 1% e 10% dos pacientes)

  • enjoo, diarreia, dor de cabeça, cansaço, dor muscular, tosse, dor nas articulações, coceira, coriza, dor ao engolir, congestão nasal;
  • coceira, vermelhidão, inchaço, enduração.

Incomuns (entre 0,1% e 1% dos pacientes)

  • vômito, calafrios, diminuição de apetite, reação alérgica, tontura, hematoma, hipotermia, desconforto nos membros, fraqueza muscular;
  • hematoma.
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Saúde

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