Seis dos oito hospitais do Oeste de SC estão lotados em 90% ou mais

Leitos de UTI tem tido uma ocupação cada vez maior no Estado durante as últimas semanas, com 81% de ocupação global e dez unidades lotadas atualmente

Dos oito hospitais da rede pública que ofertam leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) no Oeste, seis estão lotados em mais de 90%, sendo que duas unidades estão em superlotação, sem nenhum leito disponível.

Estas unidades são o Hospital Terezinha Gaio Baso, em São Miguel do Oeste, e o Hospital Regional São Paulo, em Xanxerê.

Governo do Estado pretende <a href="https://ndmais.com.br/saude/leitos-de-uti-profissionais-e-vacinas-as-promessas-para-chapeco-conter-a-covid-19/">ativar 27 leitos de UTI no HRO até sexta (17)</a>, para conter situação crítica na porção Oeste do Estado &#8211; Foto: Divulgação/Prefeitura de Chapecó/NDGoverno do Estado pretende ativar 27 leitos de UTI no HRO até sexta (17), para conter situação crítica na porção Oeste do Estado – Foto: Divulgação/Prefeitura de Chapecó/ND

O hospital mais bem estruturado da região, o Regional do Oeste (HRO), que oferta 67 leitos, está com cinco livres, ou seja, índice de ocupação de 92%.

A situação mobilizou o governador Carlos Moisés (PSL) à região que, globalmente, está com 94% das UTIs com pacientes, maior índice do Estado.

“O contágio é muito veloz, as pessoas que estão indo para  a UTI não são mais os idosos ou quem tem alguma comorbidade, são recém nascidos, crianças, jovens, homens da média idade. Não tem critério nenhum, o contágio é avassalador”, disse o prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), nesta terça (16).

Globalmente, são 82% de todos os 1.523 leitos ativos em Santa Catarina  que estão lotados. O índice vem subindo gradualmente nas últimas semanas e, no Estado atual, já apresenta dez hospitais totalmente superlotados.

O dado é praticamente um quinto do total, uma vez que são 55 unidades que ofertam UTI ao longo do território catarinense. Ele pode aumentar ou cair drasticamente em cada atualização diária, considerando a grande quantidade de unidades que estão com 90% ou dos seus leitos de UTI ocupados – atualmente, 12 hospitais encontram-se deste modo.

Hospitais que estão totalmente lotados em SC

  • Hospital de Caridade, em Florianópolis
  • Hospital Florianópolis
  • Hospital Nossa Senhora da Imaculada Conceição, em Nova Trento
  • Hospital Regional Helmuth Nass, em Biguaçu
  • Hospital Regional São Paulo, em Xanxerê
  • Hospital Santa Isabel, em Blumenau
  • Hospital Santa Teresinha, em Braço do Norte
  • Hospital Terezinha Gaio Baso, em São Miguel do Oeste
  • Maternidade Carmela Dutra, em Florianópolis
  • Maternidade Darcy Vargas, em Joinville

Das unidades acima, somente o hospital de Biguaçu e as duas maternidades não possuem pacientes da Covid-19 em seus quadros. As duas últimas não ofertam leitos adultos.

Em toda a rede pública do Estado, são 594 pacientes da Covid-19 internados. Se forem analisados os leitos exclusivos para tratar o vírus, o número de hospitais lotado sobe de 10 para 21.

São justamente esses leitos, os especiais para a Covid-19, que são utilizados para aferir o risco de cada região, sendo tomados como o parâmetro de “capacidade de atenção”.

Na última atualização do mapa de risco, na sexta (12), as autoridades de saúde indicaram que 10 das 16 regiões analisadas estavam em risco gravíssimo no quesito, incluindo toda a porção Oeste.

Mais casos, menos leitos

As duas cidades que somam o maior número de casos, Joinville (58 mil) e Florianópolis (54 mil) também apresentam uma situação crítica. A capital, segundo o Covidômetro, plataforma própria da prefeitura municipal (PMF), tem 94% dos seus 1.401 leitos ocupados.

A situação forçou o prefeito a tomar medidas anunciadas nesta terça (16), reportadas pela Coluna do Gadotti. “Nossas UTIs estão chegando ao limite e estou contratando mais 10 no Hospital de Caridade”, afirmou Gean Loureiro (DEM). Ele falou ainda que “há uma insegurança jurídica sobre o tema”.

Joinville tem 28 leitos livres em cinco hospitais. Destes, um trata-se da Maternidade Darcy Vargas, em superlotação, enquanto o São José, apresenta 86% dos seus 73 leitos ocupados.

São 137 leitos de UTI voltados para o tratamento da Covid-19 entre as redes pública e privada. Destes, 114 estão lotados, dando um índice de ocupação de 83%.

A rede pública soma uma ocupação global de 95% em todo o município, ao passo que a privada tem índice de 65%.

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