Sem adesão, Joinville devolve estoque de cloroquina ao Ministério da Saúde

Cidade havia recebido mais de 158 mil comprimidos em 2020 para uso no tratamento precoce da Covid-19

Joinville irá devolver ao Ministério da Saúde o estoque de cloroquina recebido para o tratamento precoce da Covid-19. Segundo a Prefeitura, menos de 1% do estoque foi usado em pacientes da cidade.

Cidade usou menos de 1% do estoque recebido pelo Ministério da Saúde – Foto: DivulgaçãoCidade usou menos de 1% do estoque recebido pelo Ministério da Saúde – Foto: Divulgação

Em 2020, a cidade recebeu 158.196 comprimidos de cloroquina do Ministério. A primeira remessa, de 150 miligramas, foi em julho de 2020 com 16.020 medicamentos. O município optou, então, por usar esse primeiro lote, já que o prazo para validade era menor, variando entre janeiro de 2021 e março de 2022.

O medicamento foi prescrito até o mês de dezembro, quando finalizou a quantia em estoque. Já no dia 8 de setembro, a cidade recebeu mais 160.500 comprimidos de Hidroxicloroquina com 200 miligramas. A validade de todos os medicamentos seria de outubro de 2022.

Porém, como não houve adesão dos médicos, apenas 1.884 foram utilizados.

“A Secretaria de Saúde deve fazer a devolução do medicamento restante, visto que outras áreas da saúde podem estar necessitando”, afirmou a Prefeitura em nota.

Além disso, com base na quantidade de remédios utilizados na segunda-feira (1º), o estoque disponível seria suficiente para atender a população de Joinville por aproximadamente 45 meses, ou seja aproximadamente três anos e meio, o que excederia o prazo de validade do medicamento.

Em agosto, Joinville chegou a abrir um Centro de Tratamento Precoce à Covid-19 onde pessoas com suspeitas de contaminação pelo novo coronavírus ou com sintomas leves da doença poderiam ser atendidas.

Durante a consulta, o médico poderia indicar o uso da Cloroquina e Azitromicina, conforme o preconizado pelas orientações do Ministério da Saúde. Porém, segundo a Prefeitura, desde janeiro, quando a nova gestão assumiu, o Centro deixou de funcionar justamente porque não houve adesão por parte dos médicos, que optaram por não receitar o medicamento.

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