Sem credenciamento, hospital de Chapecó pode desmontar leitos de UTI Covid-19

A diretoria vai pensar no bem-estar da população de Chapecó, mas não descarta a possibilidade em desmontar os leitos UTI Covid-19 por conta do descredenciamento junto ao Ministério da Saúde

O HRO (Hospital Regional do Oeste) de Chapecó conseguiu prorrogar até o fim do mês a habilitação de apenas cinco leitos de UTI Covid-19. Porém, nesta terça-feira (20) o hospital possui 16 pacientes internados, sendo sete de Chapecó e nove de outros municípios.

Apenas cinco leitos UTI Covid-19 do Hospital Regional do Oeste estão credenciados pelo Ministério Público – Foto: Vinicius Schneider/Divulgação/ND

Conforme o diretor-geral do HRO, Osmar Arcanjo de Oliveira os pacientes que não estão em leitos de UTI Covid-19 credenciados pelo Ministério da Saúde foram colocados em uma lista de espera da Central de Regulação.

“O hospital só pode ficar com a quantidade de pacientes que está devidamente cadastrado em leito SUS (Sistema Único de Saúde). Ultrapassou esse limite é colocado no sistema de regulação de referência e contra referência para ser transferido para outro hospital credenciado, porque a capacidade contratualizada com o Ministério da Saúde foi ultrapassada”, explica o diretor-geral do hospital.

Cada leito de UTI Covid-19 custa R$ 1.600 a diária. Os 11 pacientes internados que não estão em leitos habilitados pelo SUS custam R$ 17.600 por dia, conta que por enquanto a AHLVF  (Associação Hospitalar Lenoir Vargas Ferreira), que administra o hospital, está arcando.

Diretoria do HRO estuda a possibilidade em desmontar os 35 leitos UTI Covid-19 que não estão credenciados junto ao Ministério da Saúde – Foto: Divulgação HRO/ND

“A nossa expectativa é que isso seja solucionado e que o Ministério da Saúde possa fazer o pagamento destes leitos. Não sendo habilitados pelo Ministério da Saúde, a conversa que se tem é que a prefeitura possa arcar com os custos. No momento, quem esta arcando é a associação”, comenta Osmar.

Uma das possibilidades agora é a diretoria do hospital desmontar os 35 leitos que não estão habilitados pelo SUS. Ficaria disponível para a população somente os cinco leitos habilitados pelo Ministério da Saúde.

“A nossa diretoria esta conversando sobre essa situação porque a preocupação é primeiro com a vida, o atendimento dos pacientes e posteriormente eles vão conversando junto com os gestores para tentar achar um ponto de equilíbrio. Uma das possibilidades é desmontar os 35 leitos, mas a diretoria vai pensar no bem-estar da população de Chapecó”, conclui.

Leitos de UTI Covid-19

O hospital de Chapecó possui 40 leitos de UTI Covid-19 montados, desses, 10 leitos foram habilitados para abril, maio e junho sendo prorrogados para julho e agosto, e novamente pedido de prorrogação negado em setembro e outubro.

Além disso, possui 15 leitos habilitados em junho, julho e agosto, prorrogados em setembro e pedido de prorrogação negado em outubro. Há ainda cinco leitos habilitados para julho, agosto e setembro e prorrogado até 30 de outubro. Outros 10 leitos teve pedido de habilitação negado em setembro, outubro e novembro.

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