Sem leitos de UTI no Oeste de SC, MPF pede explicações ao secretário da Saúde

Ministério Público Federal pediu ao secretário de estado da Saúde, André Motta Ribeiro, que informe quais medidas concretas pretende tomar para diminuir a propagação do coronavírus na região

O MPF (Ministério Público Federal) pediu nesta quinta-feira (11) que o secretário de estado da Saúde, André Motta Ribeiro, informe quais medidas concretas pretende adotar para diminuir a propagação do coronavírus na região Oeste de Santa Catarina. O Estado tem o prazo de 48 horas para se manifestar.

UTI BC Covid-19 Balneário Camboriú – Foto: Ed Rocha Jr/Secom BCUTI BC Covid-19 Balneário Camboriú – Foto: Ed Rocha Jr/Secom BC

No pedido, o Ministério Público Federal assinala “clara omissão de gestores municipais diante do quadro gravíssimo da doença na região”. Também afirma que está evidente o “colapso no sistema público de saúde”, contrariado por algumas autoridades locais. 

A tentativa de ampliar leitos nos hospitais da região, que sofrem com a superlotação, se demonstra inviável neste momento, pois não há profissionais da saúde disponíveis para isso, como demonstram outros procedimentos instaurados no MPF em Chapecó. 

“Não se apresenta minimamente suficiente para redução do contágio e da sobrecarga do sistema de saúde, situação que evidentemente coloca em risco a vida, não apenas dos indígenas, mas de todos que residem nesta região”, completa o MPF.

Paciente sem UTI 

A solicitação ao secretário de Saúde foi feita pelo procurador da República em Chapecó, Carlos Humberto Prola Júnior, que abriu investigação para apurar o atendimento a uma paciente indígena, no Hospital São Paulo, em Xanxerê (SC). 

A paciente, segundo o órgão federal, contraiu a Covid-19 e apresentou sintomas graves da doença. Ao necessitar de um leito na UTI, por conta da necessidade de oxigênio, ficou constatado que não havia vagas na rede pública da região Oeste.

A cada instante novos pacientes chegam com no HRO – Foto: NDTV/ReproduçãoA cada instante novos pacientes chegam com no HRO – Foto: NDTV/Reprodução

O MPF pediu ao prefeito de Xanxerê (SC), ao secretário de estado da Saúde, a coordenação da Funai em Chapecó e em Ipuaçu (SC) e aos gestores públicos da área de saúde de Xanxerê que fizessem o imediato atendimento da paciente indígena em estado grave. 

Além disso, se necessário, viabilizassem o transporte aéreo para internação em outra região ou ainda em UTI Covid disponível em hospital particular da região Oeste (hospital da Unimed em Chapecó).

“Caso a transferência para outra região não seja possível, mesmo que por razões de natureza étnico-cultural, o MPF deve ser informado no prazo de 12 horas – diante da enorme urgência do caso – sobre as medidas adotadas”, diz o MPF.

Contraponto 

A reportagem procurou a Secretaria de Estado da Saúde para comentar a solicitação do MPF. Entretanto, o ND não recebeu resposta até a publicação desta notícia.

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