Sem medidas, Florianópolis teria 2 mil casos e 48 mortes em um mês

Simulação da FioCruz mostra possível curva de crescimento da doença em Florianópolis sem as restrições de distanciamento social

Dados mostrados a partir de um gráfico da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) revelam como estaria a curva de contágio de Covid-19 em Florianópolis, caso as medidas restritivas de distanciamento social não tivessem sido adotadas.

Gráfico da Fundação Oswaldo Cruz aponta como estaria curva de contágio por Covid-19 em Florianópolis sem as medidas restritivas – Foto: Fundação Oswaldo Cruz/Divulgação

Esta projeção foi feita com um limite de tempo de 30 dias, e sugere que no momento em que Florianópolis estava com 340 casos e 6 mortes, poderíamos estar com mais de 2 mil casos e 48 mortes.

No gráfico, a linha azul demonstra como está a curva real de óbitos e casos acumulados de Covid-19 em Santa Catarina. Em preto, a projeção de como seria se a administração municipal tivesse seguido as mesmas recomendações. Por último, em verde mais claro, o gráfico demonstra como está atualmente a situação real do município.

Os gráficos levam em conta um cenário com o mesmo padrão de crescimento do estado de Santa Catarina, o que pode refletir nas diferenças das medidas de distanciamento social.

Quarentena mais longa e restritiva

Em Florianópolis, a quarentena foi mantida por mais tempo, e com mais restrições para funcionamento de espaços liberados. Desde o início da pandemia e do anúncio dos primeiros casos confirmados no país, a prefeitura vem tomando medidas para conter a disseminação do novo coronavírus.

Estudo da Fiocruz aponta como estaria número de óbitos em Florianópolis sem medidas restritivas – Foto: Fundação Oswaldo Cruz/Divulgação

Com medidas anteriores a todas as cidades do Estado, e do próprio governo estadual, as ações da Secretaria municipal de Saúde demonstram que, por conta da Capital, o número de incidência da doença foi menor em Santa Catarina.

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Algumas determinações que demonstram a baixa curva da cidade são a compra de 35 mil testes para testagem em massa de pessoas com suspeitas. Isso possibilitou que a cidade tivesse o primeiro aeroporto do Brasil testando pacientes com suspeita de Covid-19.

Além disso, medidas como a recomendação do uso de máscaras de pano, obrigatórias desde o dia 17 de abril, e o monitoramento de contatos próximos dos casos suspeitos contribuíram para uma desaceleração do contágio.

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