Setembro Amarelo: Homens são maioria entre as vítimas de suicídio em Santa Catarina

Segundo a Organização Mundial da Saúde, nove em cada dez mortes por suicídio podem ser evitadas

O Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio (10 de setembro) está se aproximando e junto com ele chega o alerta sobre a importância de falar sobre esse assunto considerado delicado pela maioria das pessoas. As informações são da Dive-SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica).

Campanha Setembro Amarelo – Reprodução/Dive-SC/ND

Os números registrados no mundo só reforçam a importância da campanha do “Setembro Amarelo”: conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS) nove em cada dez mortes por suicídio podem ser evitadas. Já o Ministério da Saúde (MS) diz que no Brasil, 32 pessoas comentem suicídio por dia.

A educação é considerada uma das primeiras medidas preventivas contra o suicídio. “Falar sobre o assunto. Quebrar esse tabu. Precisamos conscientizar as pessoas, esclarecer e abrir espaço para falar sobre suicídio”, explica Adriana Elias, enfermeira da Gerência de Vigilância de Doenças e Agravos Crônicos da Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (DIVE/SC), da Secretaria de Estado da Saúde.

Com relação aos casos de tentativa de suicídio em Santa Catarina em 2018, as mulheres foram a maioria; das 4.754 notificações de 2018, 3.154 foram de mulheres e 1.600 foram de homens.

Segundo a faixa etária, o maior número de casos, de ambos os sexos, esteve entre pessoas de 20 a 29 anos (1.224), conforme dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) do Ministério da Saúde.

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Já em relação aos óbitos, também no ano de 2018, os homens são maioria; das 733 mortes registradas em 2018 no Estado, 561 foram de homens e 172 de mulheres. A faixa etária também difere nesses casos.

O Sistema de Informação de Mortalidade (SIM) aponta que a maior parte das pessoas que cometeram suicídio tinha entre 50 e 59 anos (122).

Já este ano, foram registradas até o dia 24 de agosto, 3.595 tentativas de suicídio, sendo 2.466 para sexo feminino e 1.129 para o sexo masculino.

A faixa etária que mais registou tentativas de suicídio neste ano foi a mesma do ano passado, entre 20 e 29 anos. Os óbitos por suicídio em 2019 até 24 de agosto, totalizaram 478, sendo 104 para o sexo feminino e 374 para o sexo masculino.

Sinais que podem ajudar a prevenir

O Ministério da Saúde destaca que não há como detectar seguramente quando uma pessoa está vivenciando uma crise suicida, porém ela pode dar alguns sinais que devem chamar atenção da família e de amigos.

“O isolamento, o abuso de álcool e outras drogas, mudanças bruscas de humor, a diminuição do autocuidado e até a automutilação. Esses sinais, especialmente quando se manifestam ao mesmo tempo, requerem atenção especial”, alerta Adriana.

“A prevenção ao suicídio é uma responsabilidade que deve ser compartilhada entre os setores da saúde, da educação, da assistência social e a sociedade em geral. Todos devemos estar atentos diante de uma possível situação de sofrimento, o acolhimento e o suporte são ferramentas indispensáveis para a prevenção do suicídio”, ressalta Maria Teresa Agostini, diretora da DIVE/SC.

A porta de entrada para o acolhimento é normalmente as unidades básicas de saúde. Os serviços públicos de saúde mental de Santa Catarina contam com 110 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) em diversos municípios e diferentes modalidades. Nessas estruturas são atendidas pessoas que vêm em demanda espontânea, incluindo as que têm depressão grave, pensamento suicida e tentativa de suicídio.

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