Guilherme Fiuza

Jornalista e escritor que iniciou a carreira em 1987, no "Jornal do Brasil". Entre outras redações, trabalhou em "O Globo" e revista "Época". Escreve também sobre política para a "Gazeta do Povo".


Sobre a vacinação de crianças contra a Covid

Anvisa recebeu pedidos de informações de 45 médicos com alguns pontos de questionamento da vacina em crianças de 5 a 11 anos de idade

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária recebeu um pedido de informações de um grupo de 45 médicos independentes sobre a autorização para aplicação de vacina contra Covid-19 em crianças de 5 a 11 anos de idade. Seguem alguns dos principais pontos de questionamento do documento:

Vacinas da Covid-19 em crianças – Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil/NDVacinas da Covid-19 em crianças – Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil/ND

1. A segurança e a eficácia da vacina autorizada para crianças não foram estabelecidas a longo prazo, conforme inscrito pela Anvisa no registro concedido à referida vacina;

2. Ainda segundo o registro da Anvisa, o uso da vacina em pacientes com doenças autoimunes e inflamatórias não foi avaliado de forma ampla;

3. Não foi possível estabelecer de forma conclusiva o grau de eficácia da vacina contra formas graves da doença, de acordo com o registro da Anvisa;

4. As vacinas que obtiveram da Anvisa o registro definitivo permanecem, não obstante a autorização para aplicação na população, na condição de medicamentos experimentais, uma vez que ainda estão sendo submetidas à fase 3 dos respectivos estudos científicos (informação disponível na página oficial da Anvisa, onde estão acessíveis ao público os pareceres de aprovação dos registros);

5. Os riscos de miocardite/pericardite aumentam significativamente nas faixas mais novas da população, conforme os estudos já publicados sobre vacinação contra Covid. Quanto mais novo o indivíduo, maior a chance de desenvolver problemas cardíacos após receber aplicações das vacinas de RNA mensageiro;

6. No referido pedido de informações à Anvisa, os autores destacam trecho do documento de aprovação da vacina Pfizer na FDA (Food and Drug Administration, a agência reguladora dos Estados Unidos), citando informação do fabricante: “O número de participantes do atual programa de desenvolvimento clínico é muito pequeno para detectar qualquer risco potencial de miocardite associada à vacinação. A segurança a longo prazo da vacina contra Covid-19 em participantes de 5 a 12 anos será estudada em 5 estudos de segurança pós-autorização, incluindo um estudo de acompanhamento de 5 anos para avaliar as sequelas a longo prazo da miocardite/pericardite pós-vacinação”;

7. Baixa quantidade de crianças avaliadas nos estudos clínicos, curto tempo de análise sobre segurança e eficácia e sobretudo o fato de que o fabricante alterou a fórmula do produto após a realização desses testes;

8. Não há evidências de que a vacina previna transmissão do vírus Sars Cov-2 de pessoa para pessoa, conforme descrito pela Anvisa no registro de aprovação da vacina.

Entre os médicos que assinam o pedido de informações à Anvisa estão o infectologista Edmilson Migowski, o neurocirurgião José Augusto Nasser, a especialista em perícias médicas Maria Emília Gadelha e a infectologista Roberta Lacerda.

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