Somevesc alerta para importância do ensino presencial nos cursos de Medicina Veterinária

Entidade lançou uma campanha na qual reforça que apesar de ser uma medida emergencial durante a pandemia, a educação a distância não pode se tornar prática constante no ensino

Os impactos e desafios impostos pela pandemia do coronavírus mudaram as relações pessoais, profissionais e a forma de viver em sociedade. Na educação e, principalmente, nos cursos voltados à saúde, esses desafios se multiplicam. Com o objetivo de reforçar a importância do ensino presencial no curso de Medicina Veterinária no Estado, a Somevesc (Sociedade Catarinense de Medicina Veterinária) lançou neste ano uma campanha para alertar estudantes, futuros acadêmicos, professores e instituições do setor sobre essa necessidade.

Presidente da Somevesc, Adil Knackfuss Vaz – Foto: Divulgação/Somevesc.Presidente da Somevesc, Adil Knackfuss Vaz – Foto: Divulgação/Somevesc.

O presidente da Somevesc, Adil Knackfuss Vaz enfatiza que a educação remota é uma alternativa emergencial. “A modalidade a distância, embora justificável no momento de pandemia, não pode se tornar uma prática constante no ensino. O Conselho Federal de Medicina Veterinária estabelece que os cursos de medicina veterinária devem ser presenciais, diurnos, e de boa qualidade. O oferecimento de aulas práticas e o acompanhamento de casos clínicos e de diagnósticos de animais doentes é indispensável para a formação de um profissional capacitado. Isto, evidentemente, não pode ser oferecido por um curso de medicina veterinária a distância”, afirma Vaz.

Dados da entidade apontam que Santa Catarina tem hoje 26 cursos de Medicina Veterinária e mais de 7.000 médicos veterinários registrados no Conselho Regional do segmento. Para Vaz, esses quadros são suficientes para atender a demanda da população do Estado por serviços veterinários. “Não há, neste momento, a necessidade de criação de novos cursos na área no Estado”, destaca.

Conselho federal é contra o ensino EAD

A posição da Sociedade Catarinense de Medicina Veterinária, que se opõe à criação de cursos a distância, também está alinhada ao Conselho Federal do segmento, que lançou uma resolução, por meio da qual determina que não concederá registro aos profissionais formados em cursos a distância.

Diretoria Somevesc – Foto: Divulgação/Somevesc.Diretoria Somevesc – Foto: Divulgação/Somevesc.

O assunto é alvo de disputas judiciais, o Conselho Federal obteve algumas vitórias e, no momento, está sub judice, no entanto, a Somevesc alerta aos estudantes sobre os riscos em ingressar na graduação em um curso a distância. “Ao fazer essa opção, o estudante fica sujeito a investir tempo, dinheiro, terminar o curso e não poder exercer a sua profissão devido à falta de registro profissional. Reforçamos que o ensino remoto pode ser um recurso emergencial nesse momento, em que enfrentamos a pandemia do coronavírus, mas não pode jamais ser uma medida permanente para o ensino da Medicina Veterinária”, destaca Adil Knackfuss Vaz.

Saiba mais sobre a Somevesc

A Sociedade Catarinense de Medicina Veterinária completa 60 anos em 2021 e atua por meio dos Núcleos Regionais Associados de Médicos Veterinários no Estado Catarinense.

A Somevesc é uma sociedade civil, com estrutura federativa, sem fins lucrativos, formada por profissionais de Medicina Veterinária, que representa os médicos veterinários perante a sociedade catarinense, autoridades e outras instituições.

A entidade busca colaborar com a saúde pública e conciliar a categoria dos médicos veterinários, o estreitamento de suas relações, a cooperação profissional, o desenvolvimento técnico, científico, cultural, social, esportivo e econômico.  Para isso, a Somevesc estabelece parcerias solidárias com as demais entidades da categoria e com a comunidade para encontrar soluções coletivas para problemas locais e globais.

Como entrar em contato com a Somevesc

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