Fabio Gadotti

Comportamento, políticas públicas, tendências e inovação. Uma coluna sobre fatos e personagens de Florianópolis e região.


Temporada em meio à pandemia levanta discussão sobre restrições nas praias

Liberação para uso da orla, com reforço da conscientização sobre os protocolos sanitários, vem sendo considerada inevitável pelos balneários turísticos

Faixa de areia de Canasvieiras, no Norte da Ilha de SC – Foto: Anderson Coelho/ND

A menos de um mês do início da temporada ganha força a discussão sobre o fim das restrições para permanência de frequentadores nas praias catarinenses, previstas em decreto de enfrentamento à Covid-19 que continua valendo para todo o Estado.

Hoje só é permitida a prática de atividades físicas, como caminhada e surfe, mas a liberação para a permanência de banhistas na areia parece inevitável.

Segundo o secretário de Turismo de Florianópolis, Juliano Richter Pires, que lidera os preparativos da Capital para o verão, o caminho é a revogação das medidas restritivas com reforço da fiscalização sobre os protocolos de segurança. “Estamos pensando em colocar equipes para fazer um trabalho educativo nas praias”, adianta.

Também de olho no verão, integrantes do Cofem (Conselho das Federações Empresariais de SC) reivindicaram ontem, ao governo do Estado, que a rede hoteleira seja autorizada a operar com carga máxima – hoje o limite é 60% da capacidade.

O raciocínio é que não faz sentido limitar a entrada de hóspedes nos hotéis, que seguem rigorosamente as normas sanitárias, e deixar livre a ocupação de apartamentos e casas alugadas durante as férias.

E ainda sobre a pandemia, o governo do Estado sofre pressão em outro flanco. O procurador-geral de Justiça, Fernando Comin, pediu à governadora interina Daniela Reinehr prioridade na reabertura das escolas e maior efetividade na fiscalização do enfrentamento à Covid-19.

Em videoconferência, chefe do Ministério Público estadual destacou que não se pode admitir que atividades de menor impacto social sejam autorizadas e ocorram livremente – muitas vezes sem a efetiva fiscalização –, enquanto permanecem suspensas as atividades presenciais da educação.