Cacau Menezes

Apaixonado pela sua cidade, por Santa Catarina, pelo seu país e pela sua profissão. São 45 anos, sete dias por semana, 24 horas por dia dedicados ao jornalismo


Teria a negligência sanitária ceifado vidas que poderiam ter sido salvas antes da Covid?

Números do Portal Transparência Registro Civil sobre óbitos totais no Brasil, de 2015 para cá, deixam mais dúvidas do que respostas

Do Portal Transparência Registro Civil sobre o número de óbitos totais no Brasil: 2015 (906 mil), 2016 (1.033 milhão), 2017 (1.076 milhão), 2018 (1.202 milhão), 2019 (1.270 milhão).

Em 2020, primeiro ano da pandemia: 1.466 milhões de mortes totais, sendo que 199 mil receberam no atestado de óbito causa Covid-19, portanto, 1.261 milhão mortes não causadas pelo vírus, numero menor de mortes que no ano anterior.

Na relação 2019/2020 houve diminuição de 46 mil casos de pneumonia, 13 mil de septicemia, 2 mil de insuficiência respiratória, totalizando 61 mil mortes por doenças respiratórias que se juntam a 4,5 mil óbitos a menos de infarto.

Centro de Florianópolis – Foto: Leo MunhozCentro de Florianópolis – Foto: Leo Munhoz

A grande pergunta que fica é: quando liberarem as pessoas, as mortes de pneumonia, septicemia, insuficiência respiratória e infarto retornarão aos níveis de 2019 ?

Teria havido avanço científico da medicina?

Provocar caos social (medo e pânico), danos psicológicos numa geração de jovens, encarceramento maciço de idosos, perda irreparável para as  crianças fora das escolas, desemprego em massa, fome alastrada,  falência de milhões de pequenos empresários, desespero, desalento, suicídio, pacientes que abandonaram tratamentos…

Afinal, o custo não teria sido maior que o benefício? E se houvesse um número maior de leitos de UTI salvaríamos muitos destas mortes?

Será que só agora a ciência descobriu que máscaras e mãos higienizadas salvam vidas? Poderíamos concluir, então, que antes da pandemia havia negligencia sanitária ceifando milhares de vidas que poderiam ser salvas utilizando protocolos de prevenção e campanhas de conscientização?

Poderíamos também concluir que havia descaso com a saúde coletiva, a partir da negligência de políticas publicas que diminuíssem na população a diabetes, hipertensão, obesidade, comorbidades que historicamente sobrecarregaram o Sistema Único de Saúde?

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