Tipos sanguíneos O+ e O- estão com estoques baixos em Chapecó

O Hemosc do município reforça a necessidade de doações para todos os tipos sanguíneos, principalmente na temporada de verão; a doação deve ser agendada

Geraldo Junior Damin há 15 anos é doador de sangue. O guarda municipal de Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, já incluiu a doação em sua rotina anual. A cada três meses, vai até o Hemosc (Centro de Hematologia e Hemoterapia de Santa Catarina) do município para contribuir.

Com o tipo sanguíneo O+, o chapecoense já ajudou muitas pessoas, entre elas um policial que teve leucemia e uma criança que necessitava de transfusão de sangue. 

“A doação de sangue é algo tão simples e não nos prejudica em nada. É rápido e fácil. Com um simples ato podemos ajudar a salvar a vida de alguém. É uma honra poder doar um pouco de nós para que alguém tenha novamente a esperança de viver”, disse. 

Estoques de sangue estão baixos no Hemosc de Chapecó. Foto: Fernando Frazão/NDEstoques de sangue estão baixos no Hemosc de Chapecó. Foto: Fernando Frazão/ND

Estoques em alerta

No maior município do Oeste, os estoques dos tipos sanguíneos O+ e O- estão em alerta, ou seja, abaixo do esperado. O Hemosc (Centro de Hematologia e Hemoterapia) do município faz um apelo para que sejam feitas doações destas tipagens. Porém, pessoas com outros tipos sanguíneos (A+, A-, B-, B+, AB- e AB+) também podem realizar doações uma vez que a reposição é constante, já que a necessidade de sangue é frequente. 

De acordo com a coordenadora de captação de doadores do Hemosc Chapecó, Eliana Ribicki, para fazer a doação é preciso agendar o atendimento no site oficial do Hemosc, para evitar aglomerações em virtude da pandemia. 

Eliana explica que podem doar sangue pessoas entre 18 e 69 anos e adolescentes de 16 e 17 também podem doar desde que possuam autorização dos pais ou estejam com um responsável no momento da doação. Além disso, é preciso estar em bom estado de saúde e pesar acima de 50 kg.

Um ato de amor à vida

Paulo Sérgio Rangel Ferreira, de 47 anos, é doador de carteirinha há 20 anos. Além de sangue, ele também é doador de medula óssea e de órgãos. Entre três a quatro vezes, o profissional de expedição em uma fábrica de móveis faz a sua contribuição. A tipagem sanguínea de Paulo é A- e já ajudou a salvar muitas vidas. “Uma vez fiz uma doação direta ao avô do meu patrão, mas sempre faço doações voluntárias. A satisfação de ver a pessoa recuperada e saber que eu pude ajudar não tem preço”, avaliou. 

Para ele, a doação de sangue é muito importante pois salva vidas. “É uma sensação de dever comprido com o próximo. As empresas deveriam incentivar seus empregados a realizarem doações. Afinal, quanto mais pessoas doarem, mais pessoas poderão ter uma nova chance”, acrescentou. 

A doação de sangue não deve ser feita em jejum. O recomendado é que o voluntário se alimente bem, evitando o consumo de alimentos gordurosos até quatro horas antes da doação. – Foto: PixabayA doação de sangue não deve ser feita em jejum. O recomendado é que o voluntário se alimente bem, evitando o consumo de alimentos gordurosos até quatro horas antes da doação. – Foto: Pixabay

Como se preparar

No momento da doação é necessário apresentar documento de identidade com foto. O doador deve ter repousado bem na noite antes da doação, evitar o jejum e fazer refeições leves e não gordurosas, nas quatro horas que antecedem a doação e evitar uso de bebidas alcoólicas nas últimas 12 horas.

Para quem pegou Covid-19, a doação só pode ser feita 30 dias após não apresentar mais sintomas. Pessoas que tiveram contato com quem teve o vírus, mas não foi contaminado, poderão doar 15 dias depois do contato, desde que não apresentem sintomas.

Como é a doação

De acordo com o Hemosc, durante a doação é retirado aproximadamente 450 mL de sangue, por meio da inserção de uma agulha em um dos braços. A coleta é feita por profissional capacitado e sob supervisão de um médico ou enfermeiro, garantindo o bem estar do doador. Todo o processo da doação de sangue leva em torno de 55 minutos.

Quem não pode doar?

Quem tem ou teve as seguintes doenças:

  • Hepatite após os 11 anos de idade;
  • Lepra (Hanseníase);
  • Hipertireoidismo e tireoidite de Hashimoto;
  • Doença auto-imune;
  • Doença de Chagas;
  • AIDS;
  • Problemas cardíacos (necessita avaliação e declaração do seu cardiologista);
  • Diabetes;
  • Câncer.
  • Fez ou faz uso de algumas drogas ilícitas nos últimos 12 meses;
  • Mantém relações sexuais de risco;
  • Gestantes ou mulheres que amamentam bebês com menos de 12 meses;
  • Teve contato sexual com parceiro ocasional/eventual nos últimos 12 meses.

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