“Tive de aceitar o fato de que eu poderia ficar infértil”, diz vítima de câncer

Marina Schreiner, 32 anos, revela sua luta para vencer o câncer e o sonho de ter bebês

Na última reportagem especial da NDTV Record Joinville sobre o Outubro Rosa, vamos conhecer a história da administradora Marina Schreiner, 32 anos, e a mistura de emoções que ela sentiu aos 30 anos quando queria engravidar e recebeu o diagnóstico de câncer de mama.

Marina descobriu um câncer de mamaMarina Schreiner descobriu um câncer de mama. – Foto: Reprodução vídeo NDTV

“Eu tive de aceitar o fato de que eu poderia ficar infértil. Então, como eu não tinha filhos, foi uma confusão na minha cabeça. Vou ter de coletar óvulos, uma possível adoção no futuro. Uma situação bem difícil e são decisões que a gente de tomar muito rápido”, comenta Marina.

Uma coceira na mama adiou os planos de engravidar aos 30 anos.

“Comecei sentindo uma coceirinha na lateral da mama e até percebi que o mamilo ficou enrugado. Passei uma pomadinha e sumiu. Não tinha nódulo palpável”, lembra Marina, que, mesmo assim, marcou consulta com mastologista.

O médico pediu um ultrassom, que constatou o nódulo. A batalha começou e Marina quis escrever um diário e foi pelas redes sociais que ela criou uma relação amistosa com a doença.

“Sempre fui mais reservada, mas tímida. Não queria que ninguém me visse com aspecto de doente. Como sou de cidade pequena, as pessoas souberam e pediram para eu começar a contar. Foi a melhor coisa que fiz na vida”, destaca Marina.

Tecnologia

A tecnologia também está a favor da autoestima e, para muitas mulheres, a força para não desistir do tratamento. Um exemplo é a touca revestida por um gel com temperatura de 4 graus que evita a queda de cabelo. 

touca evita queda de cabeloTouca revestida por um gel com temperatura de 4 graus evita a queda de cabelo. – Foto: Reprodução vídeo NDTV

“Ela vai realmente resfriar o couro cabeludo causando uma vasoconstrição para que, no período da quimioterapia, o remédio não entre em contato com o couro cabeludo, evitando a morte da célula que prende o cabelo”, explica a oncologista Andrea Santin.

Marina confessa que não gosta de cabelo curto, mas ri da situação, o que é outra forma que ela encontrou para encarar a doença.

Marina enfrenta a doença com otimismoMarina Schreiner: “Daqui a cinco anos vou ter meus bebês” – Foto: reprodução vídeo NDTV

“Vamos rir, olhar com outros olhos, seguir em frente”, destaca, otimista, Marina.

“É importante que a mulher não esqueça que não termina ali. Que há uma nova fase. Algumas mulheres vão ficar fazendo manutenção com comprido durante alguns anos, outras vão ficar apenas fazendo visitas ao médicos. O que se sabe hoje é que a adoção de hábitos saudáveis depois do término do tratamento reduz as chances de o tumor voltar”, reforça o oncologista Lucas Sant´Ana.

Alimentação saudável, pobre em gordura e rica em vegetais e frutas, e atividade física regular estão entre as principais orientações de Lucas para prevenir doenças.

Esperança

“Daqui a cinco anos vou ter meus bebês, estarei realizada com minha família”, fala Marina, cheia de esperança.

Para ela, a descoberta do câncer trouxe crescimento. “Acho que se eu não tivesse passado pelo câncer, não seria quem sou hoje. Por mais difícil, doloroso, trouxe muito crescimento. Se eu já buscava uma vida saudável, hoje tento ser ainda mais saudável e melhorar cada vez mais como pessoa. Se toque”, ensina Marina.

Isenção de imposto

Uma possibilidade futura para quem é paciente com câncer de mama e que ficou com os movimentos do braço comprometidos é solicitar a isenção do IPI (Imposto sobre produtos industrializado) na compra de um carro zero km. O benefício é liberado em até 72 horas. O cliente pode escolher veículos de até R$ 140 mil e o desconto fica em torno de 7,33% sobre o carro. Deve levar à concessionária documentos como laudo médico, comprovante de residência, IPI e carteira de motorista.

Mensagem que fica

Após ouvir a história de vida de três mulheres, a lição que fica é reparar, conhecer o próprio corpo e, se encontrar algo errado, logo buscar ajuda, um diagnóstico. A intenção do Outubro Rosa é fortalecer a prática do autoexame e orientar todas as mulheres que precisam e passam por um momento delicado.

* Reportagem de Kelly Borges, repórter da NDTV Record Joinville

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