Tomou Coronavac? Confira as reações mais comuns e eficácia da vacina

Sintomas mais comuns após a aplicação da vacina foram dor de cabeça, inchaço e dor no local da aplicação, dor de cabeça e fadiga; confira

Produzida no Brasil pelo Instituto Butantan, a vacina Coronavac foi uma das primeiras a serem aplicadas no país contra novo coronavírus (Covid-19). O imunizante começou a ser aplicado ainda em janeiro de 2021. O ND+ traz para você todas as curiosidades sobre esta vacina e os possíveis efeitos colaterais, previstos em bula, após a administração da dose.

Coronavac foi aprovada para uso em janeiro – Foto: Divulgacão/O Trentino/NDCoronavac foi aprovada para uso em janeiro – Foto: Divulgacão/O Trentino/ND

A vacina Coronavac é produzida internacionalmente pela biofarmacêutica chinesa Sinovac Biotech. O Instituto Butantan, então, fechou parceria com o laboratório e o IFA (ingrediente farmacêutico ativo) necessário para produzir as doses na Capital paulista.

Primeiramente para entender, o vírus SARS-CoV-2 é repleto de proteínas que usa para entrar nas células humanas. Essas proteínas chamadas de spike são um alvo tentador para potenciais vacinas e tratamentos.

O imunizante é o único dos utilizados até o momento no país que se baseia em uma tecnologia que já era usada no Programa Nacional de Imunizações. Trata-se de uma vacina de vírus inativado, que contém o microorganismo “morto”, para que nossas defesas consigam conhecê-lo e se preparar para uma infecção.

A CoronaVac requer duas doses, que devem ser aplicadas em um intervalo de duas a quatro semanas, segundo a bula, que foi aprovada com autorização de uso emergencial pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Reações adversas

Os sintomas colaterais mais comuns após a aplicação da vacina foram dor de cabeça, inchaço e dor no local da aplicação, dor de cabeça e fadiga.

Além disso, também foram relatados outros sintomas como diarreia, dor de garganta, conjuntivite, perda de paladar ou olfato, descoloração dos dedos e erupção cutânea.

Vacina segue sendo aplicada no Brasil – Foto: Mauricio Vieira/Secom/Divulgação/NDVacina segue sendo aplicada no Brasil – Foto: Mauricio Vieira/Secom/Divulgação/ND

Entre os sintomas graves relatados aos órgãos de saúde estão: dor ou pressão no peito, perda de fala ou movimento e dificuldade para respirar.

Se você tomou a vacina e teve menos ou mais reações, isso não é um indicativo da eficiência da vacina. O infectologista e coordenador do curso de Medicina da Univali, Pablo Sebastian Velho, explica que cada organismo age de maneira diferente.

“Tenho pacientes que fizeram a vacina e não tiveram nada, enquanto colegas médicos ficaram incapacitados no mesmo dia. É diferente”, ressalta. O infectologista também destaca que as vacinas são seguras e que os efeitos adversos são normais.

O que fazer se tiver reações à vacina

Pablo explica que o estado de febre por 48 horas, além de dor no local da aplicação e desconforto no corpo são comuns. “Isso é benigno, transitório e vai passar”, destaca.

Ele recomenda que o paciente não faça uso de anti-inflamatórios, uma vez que a inflamação é importante para o processo de criação de anticorpos. Para aliviar a dor e conter a febre, pode-se usar analgésicos.

Eficácia

Eficácia geral (global): 50,38%. Desenvolvida pela chinesa Sinovac e produzida aqui pelo Instituto Butantan. Ela usa o vírus inativado, ou seja, o vírus morto para estimular a produção de imunidade.

Quantidade de doses para imunização: duas doses. O intervalo recomendado entre as doses é de até 28 dias. Uso emergencial aprovado em 17/1.

Benefícios da vacinação

Os benefícios da vacina superam, e muito, os efeitos colaterais. Os imunizantes garantem que a pessoa não morra devido à doença após ser imunizada da maneira correta.

Centro de Florianópolis durante a pandemia – Foto: Leo Munhoz/NDCentro de Florianópolis durante a pandemia – Foto: Leo Munhoz/ND

Vale lembrar que especialistas apontam que a pessoa só deverá se considerar imunizada após receber as duas doses da vacina, contando 14 dias após a aplicação. Esse é considerado o tempo que o organismo leva para criar anticorpos necessários para combater o vírus.

Contudo, mesmo imunizado é necessário seguir mantendo as medidas de recomendação para evitar o contágio da doença, como o uso de máscaras, higienização das mãos e evitar aglomerações.

Uma vez aprovadas para o uso em massa, as vacinas são consideradas eficazes e seguras.

Número “mágico” da vacinação

Em entrevista ao ND+, o secretário de Estado da Saúde, André Motta Ribeiro confirmou que o número divulgado por especialistas que aponta que 70% das pessoas totalmente imunizadas, ou seja, que receberam as duas doses ou dose única, seja o ideal para se ter uma vida menos restritiva.

“Eu imagino que para novembro, lá para o Natal, a gente consiga ter uma data mais calorosa, com as pessoas podendo se abraçar, se reunir de uma forma mais tranquila. Mas claro que isso tudo depende do que irá acontecer, da efetividade da vacina a médio e longo prazo, porque a curto prazo sabemos que ela é boa”, explica.

Até às 18h15 desta terça-feira (20), 1.203.562 já haviam tomado as duas doses, ou dose única, da vacina contra a Covid-19. A taxa representa 16,6% da população catarinense. Os dados são do Vacinômetro do governo de Santa Catarina.

* Com informações da Agência Brasil

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