Tomou Janssen? Confira as reações mais comuns e eficácia da vacina

Dor de cabeça, sensação de muito cansaço, dores musculares, náuseas e febre estão entre os sintomas mais comuns; confira

Com quase 17% da população com a cobertura vacinal completa, com duas doses ou dose única, Santa Catarina dá andamento à imunização contra a Covid-19. Com o aumento das doses da Janssen, surgem dúvidas sobre quais reações o imunizante pode causar. O ND+ traz a você, leitor, todos os detalhes.

Vacina da Janssen é de dose única – Foto: Mika Baumeister/Unsplash/NDVacina da Janssen é de dose única – Foto: Mika Baumeister/Unsplash/ND

A vacina da Janssen recebeu autorização de uso no Brasil pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) no dia 31 de janeiro. Ela foi comprada pelo Ministério da Saúde no mês de março. Inicialmente, o envio das doses estava previsto para o último trimestre de 2021, porém, houve uma antecipação para junho.

O imunizante também foi aprovado pela Agência Europeia de Medicamentos e pela agência reguladora americana Food and Drug Administration.

No Brasil, sete mil voluntários participaram do estudo. O imunizante é mais uma aposta segura para a população contra a doença. Com o adendo que é necessário tomar apenas uma dose para estar totalmente imunizado. Lembrando que o corpo precisa de cerca de 15 dias após a aplicação da dose para uma resposta imune adequada.

Primeiramente para entender, o vírus SARS-CoV-2 é repleto de proteínas que usa para entrar nas células humanas. Essas proteínas chamadas de spike são um alvo tentador para potenciais vacinas e tratamentos.

Assim como a vacina da Astrazeneca, a Janssen utiliza um adenovírus humano (tipo de vírus que causa o resfriado comum) não replicante para combater a Covid-19. Para a produção da vacina, é colocado um pedaço da proteína “S” do Sars-CoV-2 dentro do adenovírus.

Quando recebe a vacina, o sistema detecta essa proteína e passa a criar maneiras de combater esse invasor.

Efeitos colaterais

Entre os efeitos colaterais mais comuns da vacina estão a vermelhidão no local da aplicação, inchaço, dor de cabeça, sensação de muito cansaço, dores musculares, náuseas e febre.

Segundo a fabricante, assim como outras vacinas, a vacina da Janssen pode causar uma reação alérgica grave. Essa reação geralmente ocorre dentro de alguns minutos a uma hora após a administração da dose.

Veja as reações mais comuns após a aplicação – Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência BrasilVeja as reações mais comuns após a aplicação – Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O risco, no entanto, é baixo, de acordo com o CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) dos Estados Unidos.

Se você tomou a vacina e teve menos ou mais reações, isso não é um indicativo da eficiência da vacina. O infectologista e coordenador do curso de Medicina da Univali, Pablo Sebastian Velho, explica que cada organismo age de maneira diferente.

“Tenho pacientes que fizeram a vacina e não tiveram nada, enquanto colegas médicos ficaram incapacitados no mesmo dia. É diferente”, ressalta. O infectologista também destaca que as vacinas são seguras e que os efeitos adversos são normais.

O que fazer se tiver reações à vacina

Pablo explica que o estado de febre por 48 horas, além de dor no local da aplicação e desconforto no corpo são comuns. “Isso é benigno, transitório e vai passar”, destaca.

Ele recomenda que o paciente não faça uso de anti-inflamatórios, uma vez que a inflamação é importante para o processo de criação de anticorpos. Para aliviar a dor e conter a febre, pode-se usar analgésicos.

Risco de coágulo

Em abril de 2021, a aplicação do imunizante foi interrompida nos Estados Unidos após pacientes relatarem surgimento de coágulos sanguíneos. Todos os casos reportados aconteceram em adultos entre 18 e 48 anos.

Após revisão de dados, as agências que estudaram os casos optaram novamente por liberar o uso da vacina em pessoas acima de 18 anos por considerarem que os benefícios do imunizante superam, e muito, os riscos.

Eficácia

Em janeiro, a empresa que fabrica o imunizante anunciou que a eficácia global (para casos leves e moderados) da vacina é de 66%, menor que taxas globais da Astrazeneca (70%) e Pfizer (acima de 95%) e maior que a Coronavac (50,38%).

Porém, a resposta para casos graves da doença, que provocam internações e podem levar a morte, chegou a 85%. Os dados são do estudo da revista científica New England Journal of Medicine.

Benefícios da vacinação

Os benefícios da vacina superam, e muito, os efeitos colaterais. Os imunizantes garantem que a pessoa não morra devido à doença após ser imunizada da maneira correta.

SC espera pela volta da normalidade – Foto: Leo Munhoz/NDSC espera pela volta da normalidade – Foto: Leo Munhoz/ND

Vale lembrar que especialistas apontam que a pessoa só deverá se considerar imunizada após receber as duas doses da vacina, contando 14 dias após a aplicação. Esse é considerado o tempo que o organismo leva para criar anticorpos necessários para combater o vírus.

Contudo, mesmo imunizado é necessário seguir mantendo as medidas de recomendação para evitar o contágio da doença, como o uso de máscaras, higienização das mãos e evitar aglomerações.

Uma vez aprovadas para o uso em massa, as vacinas são consideradas eficazes e seguras.

Número “mágico” da vacinação

Em entrevista ao ND+, o secretário de Estado da Saúde, André Motta Ribeiro confirmou que o número divulgado por especialistas que aponta que 70% das pessoas totalmente imunizadas, ou seja, que receberam as duas doses ou dose única, seja o ideal para se ter uma vida menos restritiva.

“Eu imagino que para novembro, lá para o Natal, a gente consiga ter uma data mais calorosa, com as pessoas podendo se abraçar, se reunir de uma forma mais tranquila. Mas claro que isso tudo depende do que irá acontecer, da efetividade da vacina a médio e longo prazo, porque a curto prazo sabemos que ela é boa”, explica.

Até às 18h15 desta terça-feira (20), 1.203.562 já haviam tomado as duas doses, ou dose única, da vacina contra a Covid-19. A taxa representa 16,6% da população catarinense. Os dados são do Vacinômetro do governo de Santa Catarina.

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