Tomou Pfizer? Confira as reações mais comuns e eficácia da vacina

Dor no local da aplicação, fadiga, dores musculares, nas articulações e calafrios são alguns dos sintomas mais comuns; confira

Santa Catarina, assim como todo o Brasil, segue a imunização contra o novo coronavírus (Covid-19). Com o aumento da aplicação de doses da Pfizer, algumas dúvidas sobre quais reações o imunizante pode causar surgem entre a população.

Vacina da Pfizer protege contra o novo coronavírus (Covid-19) – Foto: Carlos Osório/Reprodução/NDVacina da Pfizer protege contra o novo coronavírus (Covid-19) – Foto: Carlos Osório/Reprodução/ND

Essa vacina é fabricada pela farmacêutica Pfizer em parceria com a empresa alemã BioNTech. As primeiras remessas chegaram ao Brasil em abril de 2021. Vale lembrar que o imunizante foi testado em 43,5 mil pessoas de seis países (incluindo o Brasil), sendo uma aposta segura para a imunização da população.

Para que você, leitor, entenda melhor quais as possíveis reações, o ND+ listou todos os motivos pelo qual você não deve se preocupar ao tomar o imunizante e também não há motivo para escolher entre “A ou B”.

Primeiramente para entender, o vírus SARS-CoV-2 é repleto de proteínas que usa para entrar nas células humanas. Essas proteínas chamadas de spike são um alvo tentador para potenciais vacinas e tratamentos.

A plataforma tecnológica por trás dessa vacina é considerada inovadora, já que as doses contêm apenas partículas de RNA mensageiro do coronavírus produzidas sinteticamente. Esse ácido nucleico sintético leva informações que permitem que nossas células repliquem a proteína S e a reconheçam para preparar as defesas do organismo.

Ou seja, o imunizante não coloca o vírus atenuado ou inativo no organismo de uma pessoa, mas ensina as células a produzirem uma proteína que estimula a resposta imunológica.

A vacina da Pfizer também requer a aplicação de duas doses, cujo intervalo sugerido pelo fabricante é de 21 dias. Apesar disso, países como o Brasil, o Reino Unido e o Canadá decidiram estender esse prazo, com base em pesquisas que apontam que a vacina já produz imunidade na primeira dose.

Mesmo assim, a segunda dose continua a ser necessária para que a vacina atinja a proteção ideal, e, no caso do Brasil, o prazo para recebê-la é 12 semanas depois da primeira.

Reações

Conforme a bula da vacina, com base em estudo com mais de 19 mil participantes, as reações da vacina Pfizer mais comuns são dor no local da injeção (mais de 80%), fadiga (mais de 60%), dor muscular e calafrios (mais de 30%), dor nas articulações (mais de 20%) e inchaço no local da aplicação (mais de 10%).

Reações fazem parte da ação dos imunizantes no organismo – Foto: Heudes Regis/ SEI/ Fotos PúblicasReações fazem parte da ação dos imunizantes no organismo – Foto: Heudes Regis/ SEI/ Fotos Públicas

Se você tomou a vacina e teve menos ou mais reações, isso não é um indicativo da eficiência da vacina. O infectologista e coordenador do curso de Medicina da Univali, Pablo Sebastian Velho, explica que cada organismo age de maneira diferente.

“Tenho pacientes que fizeram a vacina e não tiveram nada, enquanto colegas médicos ficaram incapacitados no mesmo dia. É diferente”, ressalta. O infectologista também destaca que as vacinas são seguras e que os efeitos adversos são normais.

O que fazer se tiver reações à vacina

Pablo explica que o estado de febre por 48 horas, além de dor no local da aplicação e desconforto no corpo são comuns. “Isso é benigno, transitório e vai passar”, destaca.

Ele recomenda que o paciente não faça uso de anti-inflamatórios, uma vez que a inflamação é importante para o processo de criação de anticorpos. Para aliviar a dor e conter a febre, pode-se usar analgésicos.

Eficácia

A empresa Pfizer divulgou a eficácia de sua vacina, 91,3% contra casos sintomáticos e 100% contra casos graves e hospitalizações.

Comparada a outras marcas de imunizantes disponíveis no país contra a Covid-19, essa é a que tem o maior índice de eficiência. A empresa AstraZeneca divulgou que a vacina tem 76% de eficácia contra casos sintomáticos e 100% de eficácia contra casos graves e hospitalizações.

Pfizer é um dos quatro imunizantes aplicados no país – Foto: Leonardo Sousa/PMF/Divulgação/NDPfizer é um dos quatro imunizantes aplicados no país – Foto: Leonardo Sousa/PMF/Divulgação/ND

A Janssen, que é de dose única, tem 72% de eficácia contra casos graves após 28 dias da vacinação, segundo relatório da FDA (Food and Drug Administration, em inglês).

Já a eficácia da CoronaVac foi de 50,38% de eficiência nos testes brasileiros. A vacina mostrou-se 100% eficaz nos casos moderados e graves e 78% eficaz nos casos leves da Covid-19.

Benefícios da vacinação

Os benefícios da vacina superam, e muito, os efeitos colaterais. Os imunizantes garantem que a pessoa não morra devido à doença após ser imunizada da maneira correta.

Vale lembrar que especialistas apontam que a pessoa só deverá se considerar imunizada após receber as duas doses da vacina, contando 14 dias após a aplicação. Esse é considerado o tempo que o organismo leva para criar anticorpos necessários para combater o vírus.

Contudo, mesmo imunizado é necessário seguir mantendo as medidas de recomendação para evitar o contágio da doença, como o uso de máscaras, higienização das mãos e evitar aglomerações.

Uma vez aprovadas para o uso em massa, as vacinas são consideradas eficazes e seguras.

Número “mágico” da vacinação

Em entrevista ao ND+, o secretário de Estado da Saúde, André Motta Ribeiro confirmou que o número divulgado por especialistas que aponta que 70% das pessoas totalmente imunizadas, ou seja, que receberam as duas doses ou dose única, seja o ideal para se ter uma vida menos restritiva.

Com 70% da população vacinada, vida deve ir voltando ao normal – Foto: Leo Munhoz/NDCom 70% da população vacinada, vida deve ir voltando ao normal – Foto: Leo Munhoz/ND

“Eu imagino que para novembro, lá para o Natal, a gente consiga ter uma data mais calorosa, com as pessoas podendo se abraçar, se reunir de uma forma mais tranquila. Mas claro que isso tudo depende do que irá acontecer, da efetividade da vacina a médio e longo prazo, porque a curto prazo sabemos que ela é boa”, explica.

Até às 18h16 desta segunda-feira (19), 1.182.021 pessoas já tomaram as duas doses da vacina contra a Covid-19 em Santa Catarina. A taxa representa 16,3% da população. Os dados são do Vacinômetro do governo do Estado.

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