Um novo olhar para o desperdício de alimentos

Conheça a função de um Banco de Alimentos em prol de segurança alimentar para todos

Banco de alimentos destina a quem mais precisa os alimentos sem valor comercial  – Foto: Divulgação/NDBanco de alimentos destina a quem mais precisa os alimentos sem valor comercial  – Foto: Divulgação/ND

Dentre tantas receitas com arroz, queremos enaltecer o arroz de forno, aquele prato que a gente faz quando sobra arroz demais do dia anterior. Ou então o delicioso bolinho de arroz, que também salva quando cozinhamos uma medida excedente.

Se atentar ao reaproveitamento dos alimentos é um sinal de que já estamos mudando o nosso olhar para a cultura do desperdício ou o famoso “é melhor sobrar do que faltar”. Em conjunto, a Embrapa e a Fundação Getúlio Vargas, apuraram que cada brasileiro desperdiça cerca de 41,6 kg de alimentos por ano, um reflexo da valorização da fartura, característico da cultura latina.

Mas enquanto há sobras em alguns pratos, há a falta em outros. Mesmo Brasil sendo um dos maiores produtores mundiais de grãos, a plataforma FAOSTAT, da ONU para a Alimentação e a Agricultura (FAO), aponta que, entre 2018 e 2020, a média de pessoas em estado de insegurança alimentar moderada ou severa no país é de 49,8 milhões. No mesmo cenário estão: a cultura do desperdício e milhões de pessoas em situação de fome ou com a incerteza da próxima refeição.

Na hora da feira, se vão logo os alimentos mais frescos e bonitos. Esquecidas nas prateleiras ficam as laranjas pequenas, as verduras com amassadinhos e as bananas com manchinhas na casca. Estes são os que chamamos de alimentos sem valor comercial:  os que não são comprados, mesmo estando próprios para o consumo. E, de repente, essas belezuras recebem um novo destino, que não a lata de lixo: são doados aos Bancos de Alimentos, ressignificados e destinados a quem precisa.

Um novo rumo para os alimentos sem valor comercial

Inaugurado em 2014 e localizado junto ao Ceasa da cidade, o Banco de Alimentos de Blumenau é uma iniciativa que contribui para a segurança alimentar e nutricional dos blumenauenses que vivem em vulnerabilidade social. Aqueles alimentos sem valor comercial, que seriam descartados porque não foram escolhidos na hora da venda, são doados ao Banco de Alimentos.

Lá, passam por uma triagem e são distribuídos para  entidades socioassistenciais governamentais e não governamentais de Blumenau, previamente inscritas. Assim, além de complementar a alimentação de quem vive em vulnerabilidade social, o Equipamento de Segurança Alimentar também contribui para diminuir o desperdício na cadeia produtiva e atender ao 12º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU: Consumo e Produção Responsáveis. Como diz Arnésio Cândido, Coordenador do Banco de Alimentos de Blumenau, “trabalhar no Banco de Alimentos é um desafio, mas é gratificante.”

Além das doações destes alimentos, também executa o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que adquire produtos frescos direto do pequeno agricultor para a mesa de quem precisa. “É uma parceria (com o Banco de Alimentos) importantíssima, motivo da nossa subsistência e da melhoria do cardápio das nossas crianças”, defende Orlando Mattos Junior, presidente do Lar Betânia, uma das beneficiárias.

Sobre o Prato do Bem

O Prato do Bem é uma campanha desenvolvida pelas acadêmicas Fernanda Tillmann, Maria Julia Krug, Tainara Amorim e Tayná Aparecida Machado, do curso de Publicidade e Propaganda da Unisociesc Blumenau, como Projeto Experimental de Conclusão de Curso. Tem como objetivo o fortalecimento da imagem do Banco de Alimentos da cidade. Conheça mais sobre o projeto clicando aqui e acessando os vídeos da campanha.

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