Universidade de Oxford vai retomar testes de vacina contra Covid-19

Ensaios clínicos foram interrompidos após suspeita de grave reação adversa em voluntária do Reino Unido

A Universidade de Oxford, informou neste sábado (12) que vai retomar os ensaios clínicos da vacina contra Covid-19, que foram interrompidos recentemente após um voluntário no Reino Unido sofrer uma reação adversa.

Vacina de Oxford: desenvolvida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, em parceria com a farmacêutica AstraZeneca. É composta por adenovírus, vírus que causa o resfriado comum, enfraquecido, e fragmentos do novo coronavírus, para estimular o corpo a produzir anticorpos.  – Foto: Reprodução

Em nota, a Oxford indicou que os testes da vacina, chamada
ChAdOx1 nCoV-19, serão retomados no Reino Unido após uma pausa no dia 6 como medida de precaução.

Essa possível vacina, considerada uma das mais avançadas em desenvolvimento no mundo, está na fase final de testes clínicos antes de receber autorização dos órgãos reguladores para proceder à imunização da população.

Segundo o documento divulgado pela universidade, foi realizado um processo de revisão e, de acordo com as recomendações de um comitê de revisão de segurança independente e do regulador do Reino Unido, os testes poderão ser retomados.

“Globalmente, cerca de 18 mil pessoas receberam as vacinas do estudo como parte do ensaio. Em grandes ensaios como este, espera-se que alguns participantes não se sintam bem e todos os casos devem ser avaliados cuidadosamente para garantir uma avaliação cuidadosa da segurança”, diz a nota.

A universidade não divulgou informações sobre o participante do estudo que apresentou reações adversas, mas destacou que está comprometida com a segurança dos voluntários e com “os mais altos padrões de conduta”.

Além do Reino Unido, os testes estavam sendo realizados também em outros países, incluindo o Brasil.

Testes paralisados

No dia 8 de setembro foi feito o anúncio de que os testes da vacina haviam sido paralisados, devido a uma suspeita de forte reação adversa em um voluntário no Reino Unido.

O porta-voz descreveu a pausa como “uma ação de rotina que deve acontecer sempre que houver uma doença potencialmente inexplicada em um dos testes, enquanto ela é investigada, garantindo a manutenção da integridade dos testes”.

*Com informações do Estadão

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