UPAs e centros de saúde de Florianópolis têm consumo de oxigênio 8 vezes maior em março

Apesar da alta demanda, a Secretaria Municipal de Saúde garantiu que, até o momento, não houve desabastecimento nas unidades

O consumo de oxigênio nas UPAs (Unidades de Pronto Atendimento), centros de saúde e policlínicas de Florianópolis cresceu oito vezes nas últimas semanas do mês de março.

Consumo de oxigênio em Florianópolis cresce 8 vezes em março – Foto: PMF/DivulgaçãoConsumo de oxigênio em Florianópolis cresce 8 vezes em março – Foto: PMF/Divulgação

O dado é da Secretaria Municipal de Saúde da Capital que garantiu que, até o momento, não houve desabastecimento nas unidades.

De acordo com a Secretaria Municipal, a situação não foi mais grave porque, de dezembro até março, a prefeitura passou de 80 para 154 cilindros de oxigênio. A Secretaria disse que monitora, diariamente, o fornecimento e busca ampliar os contratos para dar conta da crescente demanda.

O crescimento do consumo acompanha o agravamento da pandemia da Covid-19, que fez com que o sistema de saúde atingisse o limite da capacidade de atendimento em praticamente todas as regiões do Estado.

Nesta quinta-feira (25), o covidômetro da Prefeitura Municipal de Florianópolis aponta 100% de ocupação nos leitos de UTI Adultos do SUS.

Hospitais filantrópicos

Ao ND+, a presidente da Fehosc (Federação das Santas Casas, Hospitais e Entidades Filantrópicas de Santa Catarina), Neusa Lucio Luis, disse que não há registro de desabastecimento na rede filantrópica do Estado.

Contudo, ela revelou apreensão quanto a um possível risco dessa natureza e destacou a necessidade de “ponderar devido ao alto consumo”.

A presidente da Federação explicou que a maioria dos hospitais da rede mantêm contratos com empresas fornecedoras do insumo que garantem o abastecimento.

SES descarta risco

Apesar do alto consumo de oxigênio, a SES (Secretaria de Estado da Saúde) afirmou que não há a possibilidade de desabastecimento nas unidades hospitalares em Santa Catarina.

A SES é responsável pela compra e abastecimento de gases medicinais para os hospitais próprios e, até o momento, não foram identificados casos próximos ao término do insumo.

A pasta ainda informa que a aquisição e o abastecimento de oxigênio nos hospitais filantrópicos e unidades municipais de saúde não estão sob sua responsabilidade. No entanto, alternativas são estudadas para auxiliar os municípios e a rede filantrópica na aquisição e reposição de oxigênio.

governo do Estado de Santa Catarina garante ter aplicado, por meio da política hospitalar, mais de R$ 280 milhões no custeio e manutenção dos serviços, que podem ser usados no pagamento de profissionais, aquisição de insumos e oxigênio.

Dados disponíveis na internet

Os dados sobre os níveis de produção, abastecimento e distribuição de oxigênio no Brasil, podem ser acessados pela internet. As informações foram disponibilizadas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em um painel específico.

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