Uso de máscara evidencia “orelhas de abano” e aumenta busca por cirurgia

Acessório que protege contra a Covid-19 também destaca característica congênita presente em até 5% da população; otoplastia é procedimento cirúrgico simples

A máscara passou a fazer parte da rotina das pessoas como acessório obrigatório depois que a pandemia da Covid-19 começou. Porém, algumas particularidades do uso começaram a aparecer.

uso de máscara destaca orelhas de abano e aumentam busca por cirurgia plásticaApós o procedimento, a recuperação é rápida – Foto: Freepik

É provável que você tenha ouvido alguém reclamar da pressão que os elásticos da máscara causam nas orelhas, evidenciando a popularmente chamada “orelha de abano”. O acessório de proteção destaca a característica congênita que muitas pessoas já tem e, assim, puxam para cima a busca por otoplastia no Brasil.

O procedimento é simples e estima-se que a característica esteja presente em 2% a 5% da população mundial, de acordo com a SBCP (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica).

“A otoplastia consiste na retirada de pele da parte posterior da orelha, onde criamos uma remodelagem da cartilagem auricular. Ela deve ser realizada em hospital ou clínica com toda a segurança”, explica o cirurgião Luiz Haroldo Pereira, membro da SBCP.

Além das “orelhas de abano”, a cirurgia também pode ser feita para tratar a macrotia, um problema congênito raro, que torna as orelhas muito grandes. Em alguns pacientes, a otoplastia pode ser usada para remover o excesso de pele dos lóbulos; em outros, para extrair queloides ou remover nódulos benignos.

A preocupação estética, em muitos casos, surge ainda na infância. “A indicação, na maioria das vezes, é da própria criança que se sente diferente das outras e usa o cabelo para esconder as orelhas”, explica o médico.

Após o procedimento, a recuperação é rápida. No primeiro dia, o paciente sai com uma bandagem para manter a orelha na posição correta e depois passa a utilizar uma proteção tipo de tenista para dormir até o 10º dia, quando os pontos são retirados.

De acordo com especialistas, as chances da característica voltar após o procedimento são pequenas. Para os pacientes se prevenirem, é importante se atentar às orientações médicas.

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