Vacina contra Covid-19 produzida com tabaco será testada no Brasil

Com o novo imunizante em fase de teste clínico, a esperança é que em poucos meses mais vacinas possam estar à disposição do país

Com uma tecnologia inovadora, feita a partir de plantas, a biofarmacêutica canadense Medicago recebeu autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para conduzir testes clínicos de uma nova vacina contra Covid-19 com cerca de 3.500 voluntários no Brasil.

Nova vacina será testada no Brasil – Foto: teste pool 1/ Divulgação/NDNova vacina será testada no Brasil – Foto: teste pool 1/ Divulgação/ND

Com esse novo imunizante em fase de teste clínico, a esperança é que em poucos meses mais vacinas possam estar à disposição do país.

Essa será a quinta vacina contra Covid-19 testada em território brasileiro. As anteriores foram: Sinovac, AstraZeneca, Pfizer/BioNTech e Janssen (Johnson & Johnson).

Utilização de tabaco selvagem

A Medicago criou uma plataforma que usa o tabaco selvagem, chamado ‘N. benthamiana’ como biorreator para produzir versões não infecciosas do coronavírus SARS-CoV-2, causador da Covid-19.

A empresa afirma que a N. benthamiana “é a hospedeira experimental mais utilizada em virologia de plantas, devido principalmente ao grande número de vírus que podem infectá-la com sucesso”.

O sistema imunológico enfraquecido da N. benthamiana, resultado de mudanças genéticas naturais ao longo de milênios, permite que o material genético do vírus possa ser hospedado com sucesso pela planta.

Essas partículas semelhantes a vírus “imitam a estrutura nativa” dos patógenos, o que ajuda de forma eficaz o reconhecimento do nosso sistema imunológico.

Mas elas não levam nenhum material genético central, “o que não os torna infecciosas ou capazes de se replicar”, acrescenta a desenvolvedora.

Fase de testes

Ao todo, serão recrutados cerca de 30 mil voluntários em dez países, e cerca de 3.500 no Brasil. Os voluntários receberão duas doses da vacina e poderão participar adultos saudáveis de 18 a 65 anos, idosos e adultos com comorbidades.

Segundo a companhia, os testes envolverão “homens e mulheres de populações étnica e racialmente diversas”. Os resultados da segunda fase de testes da vacina, chamada de CoVLP, serão divulgados pela Medicago.

A fase 3 de testes clínicos, como de qualquer vacina ou medicamento, é mais abrangente e serve para comprovar a segurança e a eficácia do produto em um grupo maior e mais diverso de indivíduos.

Com os resultados dessa etapa as empresas podem solicitar o uso emergencial ou registro definitivo junto às agências reguladoras.

*Com informações do Portal R7

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