Guilherme Fiuza

Jornalista e escritor que iniciou a carreira em 1987, no "Jornal do Brasil". Entre outras redações, trabalhou em "O Globo" e revista "Época". Escreve também sobre política para a "Gazeta do Povo".


Vacina ou saúde?

Nenhuma autoridade afastou “qualquer risco devida” representado pelas vacinas de Covid

“A Justiça concedeu o efeito suspensivo nesta sexta-feira (24) diante da decisão em favor da professora de Gaspar que permitia a não vacinação contra a Covid-19. Dessa forma, mantém a obrigatoriedade da imunização para seguir trabalhando na rede de ensino”.

Vacinação em ritmo avançado gera expectativas otimistas no enfrentamento da Covid-19 – Foto: VacinaVacinação em ritmo avançado gera expectativas otimistas no enfrentamento da Covid-19 – Foto: Vacina

Primeiro erro: “Imunização”. As vacinas em aplicação contra Covid no mundo inteiro não representam garantia de imunização. Não impedem infecção pelo Sars Cov2 e não impedem a transmissão entre humanos dessa doença. Portanto a suposta ética de proteção aos outros contra você (o vacinado) é falsa.

Vamos repetir: o termo correto é vacinado, não imunizado.Continuando a matéria: “De acordo com o despacho, as afirmações da mulher estariam ‘baseadas em argumentações fáticas não comprovadas de forma pré construída a respeito da segurança e eficácia das vacinas, necessidade ou não da vacinação de recuperados da Covid-19 e imunidade gerada por infecção pretérita versus imunidade gerada pela vacina’, destaca o TJSC.”

Meu comentário: as afirmações “da mulher” estão corretas. Todos os estudos disponíveis e apresentados por quem não está fazendo propaganda de vacina dizem exatamente o que “a mulher” sustentou em sua defesa: a imunidade natural de quem passou pela Covid é superior e mais duradoura do que aquela eventualmente proporcionada por todas as vacinas em aplicação no presente momento em qualquer parte do mundo.

Continuando a notícia: “O documento destacou, ainda, que os órgãos sanitários e o próprio Ministério da Saúde já teriam afastado qualquer risco de vida por contada vacinação contra o coronavírus.

Assim como se posicionaram que os riscos seriam inferiores aos danos provocados pela circulação do vírus.” Meu comentário: o “documento” faz uma afirmação falsa e irresponsável.

Nenhuma autoridade afastou “qualquer risco devida” representado pelas vacinas de Covid até porque sabem que existe risco de vida – e mortes como a da promotora Thaís Possati, 36 anos, que motivou nota da Anvisa vetando a vacina que ela tomou para grávidas, provam isso.

O Tribunal de Justiça de Santa Catarina deveria saber o que aconteceu com o jovem Bruno Oscar Graf, de Blumenau. Ele era plenamente saudável e morreu de AVC hemorrágico após se vacinar contra Covid. A mãe de Bruno, Arlene Ferrari Graf, com muita coragem, buscou e realizou exames para identificar a causalidade.

Todas essas investigações devem prosseguir da forma mais ampla possível até chegarmos a conclusões definitivas, mas o que é certo afirmar hoje é que ninguém pode dar garantia de vida a vacinados contra a Covid. Conclusão: vocês estão proibindo uma professora de trabalhar amparados por uma falsa ética sanitária.Não se preocupem, a verdade aparecerá.

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