Vacinação na Europa não é suficiente para evitar novo surto de Covid-19, alerta OMS

Diretor europeu da entidade, Hans Kluge, pediu à população que se preserve para que não haja aumento de casos da doença como em 2020

Segundo o diretor europeu da OMS (Organização Mundial da Saúde), Hans Kluge, alertou que o nível de vacinação na Europa não é suficiente para evitar um novo surto de Covid-19 no continente.

Em coletiva online nesta quinta-feira (10), Kluge pediu à população que se evite o “erro” do aumento de casos durante o verão do ano passado.

Diretor europeu da OMS, Hans Kluge, durante coletiva online nesta quinta (10) – Foto: Reprodução/YoutubeDiretor europeu da OMS, Hans Kluge, durante coletiva online nesta quinta (10) – Foto: Reprodução/Youtube

“A cobertura da vacinação está longe de ser suficiente para proteger a região de um ressurgimento”, advertiu o diretor europeu da OMS, Hans Kluge, em entrevista coletiva online.

“O caminho a percorrer para alcançar uma cobertura de pelo menos 80% da população adulta ainda é considerável”, disse ele, pedindo a manutenção da higiene, das medidas de distanciamento e evitando viagens ao exterior.

Nos 53 territórios da região europeia, e de acordo com os critérios da OMS, 30% da população da região receberam a primeira dose da vacina e 17% estão totalmente vacinados.

A situação na Europa melhorou com a queda nos casos e mortes nos últimos dois meses e alguma flexibilização das restrições. “Mas ainda “estamos longe de deixar de estar em perigo”, afirmou.

Número de mortes semanais caiu

Pela primeira vez desde o outono de 2020, o número de mortes semanais na área europeia caiu para menos de 10 mil na semana passada.

“No verão passado, os casos aumentaram nas faixas etárias mais jovens e depois mudaram para as faixas etárias mais velhas, contribuindo para um ressurgimento devastador, os bloqueios e mortes no outono e no inverno ”, lembrou o médico belga. “Não vamos cometer esse erro de novo”, disse ele.

A OMS reiterou sua preocupação com a circulação de novas variantes, como a Delta detectada inicialmente na Índia. Mais contagiosa, suspeita-se que seja mais resistente, mesmo após a primeira dose da vacina.

Essa variante Delta “partiu para se estabelecer” na Europa, enquanto “muitas pessoas com mais de 60 anos permanecem desprotegidas”, disse Kluge.

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