Vacinas da Influenza e da Covid-19 devem ser tomadas com intervalo de 14 dias

Ministério da Saúde comprou 80 milhões de doses e iniciará campanha em abril. Espera entre doses é para evitar reações ainda não estudadas

Por conta da pandemia da Covid-19, a Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza vai acontecer apenas em abril neste ano. Foram adquiridas 80 milhões de doses para a imunização dos grupos prioritários.

<span style="font-family: Merriweather, sans-serif;">Secretário nacional de Vigilância em Saúde, Arnaldo Correia de Medeiros, enviou aos estados um ofício orientando como será a campanha </span>&#8211; Foto: Pixabay/Reprodução/NDSecretário nacional de Vigilância em Saúde, Arnaldo Correia de Medeiros, enviou aos estados um ofício orientando como será a campanha – Foto: Pixabay/Reprodução/ND

A recomendação é de que a vacinação contra as duas enfermidades não seja simultânea. A área técnica do Ministério da Saúde recomenda que haja um intervalo de 14 dias na aplicação das vacinas. Ou seja, caso um idoso seja vacinado contra a Covid-19, ele terá que esperar duas semanas para receber a proteção contra a gripe.

“Ao se considerar a ausência de estudos de coadministração das vacinas Influenza e Covid-19, neste momento não será recomendada a administração simultânea das vacinas contra Covid-19 com as de outras doenças”, explica a pasta, em nota.

O secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Correia de Medeiros, enviou aos estados e aos conselhos Nacional de Secretários de Saúde, de Secretarias Municipais de Saúde e de Secretarias Municipais de Saúde um ofício orientando como será a campanha.

“Nunca houve uma campanha de vacinação dessa magnitude, iniciada em tão pouco tempo. E, ao considerar também a grande abrangência da campanha de influenza, assim como a sobreposição da população-alvo, faz-se necessária uma organização e programação orquestrada e bem articulada para operacionalização de ambas as campanhas”, finaliza.

Faltam estudos

Técnicos da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) também avaliaram o uso das vacinas simultaneamente. Contudo, a falta de estudos da “combinação” levou a autarquia a não recomendar o uso concomitante.

“Nos estudos disponíveis e avaliados até o momento para autorização do uso emergencial das duas vacinas em uso no país (CoronaVac e Oxford), não há informação disponíveis sobre interações com outras vacinas para Covid-19 ou outras vacinas como influenza”, explica a agência, em nota.

O órgão regulador ainda faz um alerta. “Ressaltamos que no uso emergencial estamos tratando de produtos inéditos e com estudos ainda em desenvolvimento”, finaliza.

A campanha

Segundo o Ministério da Saúde, a campanha já está sendo organizada com as secretarias estaduais de Saúde. Apesar de ter definido o mês de início, a pasta ainda não informou a data exata para o início da campanha.

Além dos idosos, fazem parte do programa de vacinação: profissionais da saúde, da segurança, da educação e do sistema prisional; doentes crônicos; adolescentes que cumprem medidas socioeducativas e presidiários; caminhoneiros e profissionais de transporte coletivo; indígenas; crianças de 6 meses a 6 anos; pessoas com deficiência; gestantes; e puérperas até 45 dias após o parto.

A vacina demora 15 dias para fazer efeito no organismo. Por isso, o Ministério da Saúde planeja o cronograma para antes do inverno, período de maior circulação do vírus influenza.

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