“Vamos comunicar quando for a hora”, diz Gean Loureiro, sobre aplicação da vacina

Gean Loureiro estima que Florianópolis tenha 40 mil pessoas no grupo prioritário e lembra que é preciso ter calma nesse momento; vacinação começa no dia 20, às 10h

Esperança. Essa foi a palavra usada pelo prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro (DEM), para resumir o encontro da FNP (Frente Nacional dos Prefeitos) com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, na manhã desta quinta-feira (14), de maneira virtual.

Prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro – Foto: Divulgação/NDPrefeito de Florianópolis, Gean Loureiro – Foto: Divulgação/ND

O prefeito Gean Loureiro “pautou” o País. É a expressão usada, dentro do jornalismo, para dizer que alguém trouxe a informação em primeira mão.

Tão logo ouviu do ministro os primeiros detalhes sobre o início da vacinação, foi ao seu perfil no Twitter para compartilhar a hora e o início da imunização em todo território nacional.

Em contato com a reportagem do ND+ o chefe do Executivo, em Florianópolis, de antemão fez um apelo a população: “calma”.

“Não adianta ficar ligando para os centro de saúde, ir até os locais, ir na secretaria. Tem que ter paciência, nós vamos comunicar quando for a hora. Inicialmente nós iremos vacinar os grupos prioritários diretamente nos locais de atuação”, alertou o mandatário.

Como adiantado pelo próprio Gean, mais cedo, os primeiros a receberem a vacina serão os idosos internados em asilos, bem como os profissionais que trabalham nas UTIs.

Em um segundo momento virão os idosos com mais de 75 anos, pacientes com comorbidades bem como profissionais da Saúde que atuam nas demais áreas.

Prioridade para 40 mil pessoas em Florianópolis

A estimativa do município é que 40 mil pessoas, entre idosos em asilos e profissionais da Saúde, estejam nessa linha prioritária. Também por isso o prefeito reitera o pedido de calma já que, esse cronograma terá que funcionar diretamente a partir das remessas do governo federal.

Gean lembrou ainda que, também por isso, os municípios terão que “pressionar” o governo federal para que cumpra com os prazos e remessas.

Outro detalhe lembrado por Gean Loureiro para corroborar a necessidade de paciência é a exigência para a vacinação: o número de doses repassadas precisa ser o dobro do número de vacinados.

Por exemplo, em caso de Florianópolis receber 10 mil doses inicialmente, 5 mil pessoas serão vacinadas. Trata-se de uma determinação já que a primeira dose é aplicada para que, 30 dias depois, uma nova aplicação aconteça.

Gean Loureiro visitou os ultrafreezers da UFSC na terça-feira; prefeito revela que plano de imunização já está sendo elaborado desde o começo de dezembro – Foto: Chaiana Muller/PMFGean Loureiro visitou os ultrafreezers da UFSC na terça-feira; prefeito revela que plano de imunização já está sendo elaborado desde o começo de dezembro – Foto: Chaiana Muller/PMF

Gean Loureiro, também por isso, fez questão de enaltecer a organização necessária de cada município para a aplicação dos imunizantes.

O prefeito reeleito em primeiro turno em Florianópolis também lembrou que as doses serão repassadas aos municípios via capitais e, por isso, a tendência é que em Santa Catarina, como os demais municípios, a capital tenha início antes.

“Temos 522 vacinadores qualificados, temos seringa e vacina para todo o grupo prioritário e mais um pouco. Na fase inicial vamos vacinar nos institutos de longa permanência. É importante ter calma, não teremos vacina para todo mundo”, salienta.

De acordo com o que foi repassado na reunião, na manhã desta quarta-feira, os municípios estão “proibidos” de fazer a aquisição da vacina, independente do dinheiro ou a cidade em questão.

“O governo federal compra e distribui, e os municípios se organizam para vacinar”, acrescentou.

Segurança

Ciente da importância e da riqueza das vacinas, Gean Loureiro lembrou que o município, em conjunto com demais esferas, está definindo um local de armazenamento das vacinas.

O entendimento inicial é que as remessas sejam armazenadas na UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) por se tratar de braço federal e, assim, poder contar com todas as forças policiais.

Gean não descarta, no entanto, usar as dependências municipais para fazer esse cuidado.

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