Veja os sinais de alerta para o retinoblastoma, tumor raro em crianças

O dia 18 de setembro é reservado para a conscientização e o incentivo ao diagnóstico precoce da doença, já que ainda existem casos de descobertas tardias

O retinoblastoma é um tumor maligno localizado na retina, parte interna do olho responsável pela transformação dos estímulos luminosos em estímulos nervosos que vão para o cérebro e formam a visão. É uma doença genética que decorre da mutação de um gene localizado no cromossomo 13.

O tumor pode sofrer metástase e ir também, para o cérebro – Foto: Reprodução/RetinaPro

De acordo com Ademar Valsechi, oftalmologista na Clínica dos Olhos em Florianópolis, a doença é de caráter hereditário. A oftalmologista Claudia Nascimento, diretora clínica do Hospital de Olhos em Florianópolis, complementa ao dizer que a doença pode vir a ocorrer também em lactentes e tende a aparecer no inicio da infância.

Esta sexta-feira (18) é reservada para a conscientização e o incentivo ao diagnóstico precoce da doença, já que ainda existem casos de descobertas tardias.

“Hoje em dia já são feitos exames na maternidade junto com o teste do pezinho, mas dependendo de onde o tumor está localizado, pode não ser possível vê-lo”, explica Valsechi.

Sintomas

O sintoma mais comum é o um reflexo branco na pupila. Segundo Valsechi, é raro o aparecimento de sintomas físicos, a não ser em casos extremos em que o tumor possa vir a evoluir.

“Apesar de ser o principal sintoma, o seu aparecimento significa que a doença já está avançada e as chances de cura são menores”, explica Cláudia. “Com o passar do tempo, em casos mais graves, estrabismo, aumento do tamanho do globo ocular, baixa visão, inflamações e dor ocular podem ser considerados sintomas”, complementa.

O tumor pode vir a sofrer metástase e ir para o cérebro e por isso, os pais devem ficar atentos a qualquer sinal de anormalidade nos olhos. “Qualquer alteração, por menor que seja, a criança deve ser levada a um oftalmologista. Essa doença, se não tratada precocemente, pode causar a perda da visão, a perda do globo ocular e até provocar a morte da criança”, diz Cláudia.

Diagnóstico

“O diagnóstico geralmente é feito logo que a criança nasce”, explica o oftalmologista que dá uma dica para fazer um teste em casa durante os primeiros anos de vida do bebê. “Faz uma foto com flash e vê como fica o reflexo do olho, geralmente é escuro, mas se for branco ou mais clarinho, pode ser um sinal da doença e é bom procurar um médico”, diz.

Segundo ele, é raro aparecer em adultos. “Como é uma doença genética, já dá para perceber nos primeiros anos de vida”, explica.

“Os casos podem ser esporádicos devido a uma célula que sofre uma mutação e começa a se multiplicar de maneira descontrolada. Quando não hereditários, costumam aparecer após a criança completar um ano”, comenta a oftalmologista do Hospital de Olhos.

Tratamento

O tratamento vai depender do estágio do tumor. “Ele tem como objetivo salvar a vida da criança, preservar o globo ocular e o máximo possível da visão”, diz Cláudia.

A forma mais utilizada atualmente para tratar a doença é a radioterapia localizada. De acordo com Valsechi, já é possível diminuir o tumor tanto a partir da radioterapia, como a quimioterapia, também eficiente. “Depende da localização, antigamente o único tratamento era retirar o globo ocular, hoje em dia, em muitos casos, a visão é mantida normalmente”, explica.

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