Veja quais são as variantes e sublinhagens do coronavírus que circulam por SC

Ômicron foi confirmada no Brasil, mas variante ainda não está em território catarinense, garante Secretaria de Estado da Saúde

Os primeiros casos da variante Ômicron foram confirmados nesta terça-feira. Além dela, outras quatro mutações e suas sublinhagens do coronavírus são tratadas como de preocupação em Santa Catarina.

SES destaca que nenhum caso suspeito da nova variante foi identificado em Santa Catarina – Foto: Cassiano Psomas/Unsplash/NDSES destaca que nenhum caso suspeito da nova variante foi identificado em Santa Catarina – Foto: Cassiano Psomas/Unsplash/ND

O alerta sobre a variante Ômicron foi emitido pelo Ministério da Saúde da África do Sul, na última quinta-feira (25), mas já deixou em estado de atenção todos os países sobre a sua capacidade de contágio.

De acordo com o boletim de Vigilância Genômica, atualizado no dia 8 de novembro pela Dive (Diretoria de Vigilância Epidemiológica), as variantes Alfa, Beta, Gama e Delta já circulam pelas cidades catarinenses.

Além das quatro já reconhecidas pela OMS (Organização Mundial da Saúde), existem outras sublinhagens das VOC (sigla em inglês para Variante de Preocupação), sendo um total de 1.066 encontradas em Santa Catarina.

Entre elas, são sete sublinhagens da Delta (vermelho)e outras seis da Gama (amarelo). Vale ressaltar que a tabela apresenta ainda outros seis casos da Alfa, originária do Reino Unido, e 309 classificados como não VOCs.

“Todas as sublinhagens são “braços” da Delta com pequenas mutações e são classificadas como AY, por exemplo. Elas são muitas, algumas estão em Santa Catarina e fazem parte de uma classificação. São modificações na assinatura genética e podem ser comuns. Assim como são monitoradas pelo mundo para saber se são mais agressivas ou contagiosas, por exemplo”, explica Sandra Bianchini Fernandes, do laboratório de biologia molecular do Lacen/SC (Laboratório Central de Saúde Pública de Santa Catarina).

Vale ressaltar que o sistema de classificação de linhagens é dinâmico, ou seja, podem ser alteradas mediante uma nova versão do sistema de classificação.

Entre as 1.159 amostras realizadas de sequenciamento genômico para verificação de linhagens do coronavírus em 2021, 26,4% são da Delta.

A variante surgiu em Santa Catarina no final de junho de 2021 e foi se espalhando do litoral para as regiões do Oeste. Dessa forma, a Delta tornou-se dominante e corresponde por 92% das amostras coletadas em setembro.

Variantes espalhadas por Santa Catarina ao longo do tempo – Foto: Dive/Reprodução/NDVariantes espalhadas por Santa Catarina ao longo do tempo – Foto: Dive/Reprodução/ND

Primeiro caso da Ômicron confirmado no Brasil

Os dois primeiros casos confirmados da variante Ômicron foram registrados nesta terça-feira (30) em São Paulo. Além disso, outras pessoas seguem em observação.

De acordo com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), os dois brasileiros entraram no Brasil na última terça-feira (23), ou seja, antes da notificação mundial da nova variante.

A entrada também foi anterior à edição da Portaria que proibiu, em caráter temporário, voos com destino ao Brasil que tenham origem ou passagem pela África do Sul.

Além do casal, uma pessoa no Distrito Federal, Paraná e de Minas Ferais também estão sob suspeita.

Medidas adotadas em SC

O governo estadual divulgou, na noite desta terça-feira (30), duas portarias que detalham medidas de controle do contágio do coronavírus. Na ocasião, o secretário de Estado da Saúde, André Motta Ribeiro, mencionou os cuidados necessários por conta da variante Ômicron.

Além disso, a SES (Secretaria de Estado da Saúde) divulgou uma nota de alerta para os municípios e afirma que nenhum caso suspeito foi notificado em Santa Catarina.

Apesar disso, a secretaria sugere ações de vigilância em saúde dos órgãos municipais. Entre elas, intensificação da notificação de eventos de saúde pública, ou seja, as suspeitas de variantes deverão ser imediatamente notificados.

Assim como coleta de material para realização da vigilância genômica das seguintes situações:

-Suspeita de reinfecção;

-Casos graves ou mortes de pacientes sem comorbidades;

-Morte em gestantes;

– Suspeitos de falhas vacinais (casos graves e óbitos de pessoas com esquema vacinal completo);

-Casos e contatos que viajaram para locais com circulação de nova variante;

-Amostragens de casos relacionados a surtos.

A SES reforça a necessidade de completar o esquema vacinal contra a Covid-19 e a importância do uso de máscaras, principalmente em ambientes de uso coletivo.

Assim como manter locais bem ventilados, incluindo transporte público, e evitar aglomeração de pessoas.

De acordo com o boletim epidemiológico desta terça-feira (30), Santa Catarina já registrou 1.232.912 casos da Covid-19, sendo que quase 20 mil catarinenses morreram da doença.

O Estado contabiliza ainda 4.073 casos ativos, sendo um crescimento de nove novos pacientes nas últimas 24 horas. Este número representa as pessoas que ainda não se recuperaram e podem transmitir o coronavírus.

Vacinação em SC

De acordo com o Vacinômetro SC, atualizado por volta das 8h10 desta terça, quase 5 milhões de catarinenses completaram o esquema vacinal, ou seja, 68,70% da população de Santa Catarina.

Mais de 5,7 milhões de pessoas receberam, no mínimo, a primeira dose da vacina contra a Covid-19, número que representa uma taxa de 79,25% da população geral.

+

Saúde

Loading...