Você sabe como pode ser implantada uma válvula no coração?

Especialista fala sobre tipo de cirurgia do coração para implante de válvulas como a TAVI, que é menos invasiva

Cirurgiões cardiovasculares da Pró Cuore – Foto: Divulgação/Pró CuoreCirurgiões cardiovasculares da Pró Cuore – Foto: Divulgação/Pró Cuore

O tratamento cirúrgico das válvulas cardíacas está avançando e pode ser menos invasivo. A forma convencional de tratar as doenças valvares do coração seria o implante da válvula ou plastia, com uma cirurgia aberta ou esternotomia (abertura do peito).

Mas nos últimos anos, o surgimento do implante de válvula transcateter (TAVI) tornou possível inserir uma nova válvula no coração via femoral (virilha), sem a necessidade de cirurgia aberta em pacientes com estenose (estreitamento) das válvulas aórtica e mitral.

Quem esclarece sobre este assunto na entrevista a seguir é o médico-cirurgião cardiovascular Dr. Lindolfo Moratelli Filho, relatando seus conhecimentos e rotinas no trabalho com o irmão, Dr. Leopoldo Moratelli Neto, que tem a mesma especialidade.

Os dois profissionais fazem parte da clínica Pró Cuore, e para eles, cirurgias do coração fazem parte do dia a dia.

Dr. Lindolfo dá orientações aos pacientes cardíacos e seus familiares sobre os tipos de cirurgias mais adequados para cada caso.

“A cirurgia convencional ainda é o tratamento mais completo, porém a TAVI, feita a partir da virilha, torna possível a intervenção em pacientes mais graves e idosos, que não teriam condições para suportar um procedimento mais invasivo”, explica.

“Atualmente este procedimento está liberado pelo SUS e Planos de Saúde para casos selecionados e vem ganhando espaço”, observa Dr. Lindolfo. Veja a seguir, um pouco mais sobre esta técnica menos invasiva.

ENTREVISTA

Dr. Lindolfo Moratelli Filho, Cirurgião cardiovascular da Pró Cuore

Saúde Mais: Quais as vantagens da cirurgia TAVI?

Dr. Lindolfo: Por se tratar de um procedimento menos invasivo, sua grande vantagem é o menor grau de agressão ao corpo e recuperação mais rápida, com tempo de internação menor. Por estes motivos está muito bem indicado para pacientes idosos, geralmente acima de 75 anos, com comorbidades que tornariam a cirurgia aberta um procedimento de risco avançado.

Saúde Mais: Qual o passo a passo do procedimento?

 Dr. Lindolfo: O primeiro grande passo é a indicação correta do procedimento! A partir de uma avaliação detalhada das comorbidades e anatomia do paciente, via exames de imagem, o procedimento se torna viável. Em relação ao ato cirúrgico propriamente dito, o paciente necessita passar por anestesia geral ou até mesmo local, em casos selecionados. Na sequência, via artéria femoral (virilha), implantamos, via cateter, a nova válvula, de material biológico, até o local da válvula doente.

As medidas da tomografia são cruciais neste momento, para definir de forma exata o tamanho da válvula e o local onde iremos implantá-la. O procedimento dura em média três horas e o paciente fica na UTI no pós-operatório, para monitorização. O tempo total de internação médio é de quatro dias, dependendo das comorbidades do paciente.

Saúde Mais: Quem precisa fazer esta cirurgia?

Diferença entre uma válvula saudável e uma com estenose – Foto: Divulgação/Centro Hospitalar de Vila Nova de GaiaDiferença entre uma válvula saudável e uma com estenose – Foto: Divulgação/Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia

Dr. Lindolfo: Pacientes que apresentem estenose (estreitamento) nas válvulas cardíacas aórtica ou mitral têm necessidade de intervenção, seja por via aberta ou percutânea (menos invasiva). Como falado anteriormente, os casos têm que ser avaliados de forma detalhada. Pacientes jovens têm maior benefício com a cirurgia convencional e pacientes mais idosos e com mais comorbidades têm benefício com a TAVI.

A presença de um Heart Team, ou um ‘Time de Coração’ (composto por Cirurgião Cardiovascular, Cardiologista Clínico e Hemodinamicista) é necessária para discutir sobre qual o melhor procedimento. Esta é a conduta preconizada na atualidade.  

Saúde Mais: Como é a recuperação do paciente?

Dr. Lindolfo: Por se tratar de um procedimento menos invasivo, a recuperação é mais rápida. Cuidados com o local de inserção do cateter nos primeiros dias são importantes para não ter complicações locais, como hematomas. Medicações pós-implante são prescritas e ecocardiograma de controle é realizado ainda antes da alta e após seis meses. Depois disso, exames anuais são necessários para observação do desempenho da válvula.

Saúde Mais: Este é um tratamento definitivo ou vai depender de acompanhamento?

 Dr. Lindolfo: A TAVI, assim como qualquer outro procedimento cardíaco, necessita de acompanhamento. Por se tratar de uma válvula biológica, a calcificação, com o passar dos anos, se torna presente e quando fica severa, existe a necessidade de implantar uma nova válvula no coração, para que ocorra a circulação normal do sangue.

Atualmente, com os tratamentos anticalcificação, as válvulas duram em média 20 anos, variando de acordo com o fabricante. Exames clínicos e ecocardiograma anuais são imperativos para a avaliação da válvula implantada.

Quer saber mais? Converse com a equipe Pró Cuore.

A Pró Cuore

A Pró Cuore é uma clínica idealizada pelos irmãos Leopoldo Moratelli Neto e Lindolfo Moratelli Filho, médicos cirurgiões cardiovasculares que trabalham nos maiores hospitais, públicos e privados, na região da Grande Florianópolis.

Eles formam a equipe com o Dr. Lourival Bonatelli Filho, também médico cirurgião cardiovascular, com experiência de mais de 10 mil cirurgias cardíacas e marcapassos, sendo pioneiro nas cirurgias de implante de marcapassos, ressincronizadores e cardiodesfibriladores no Instituto de Cardiologia de Santa Catarina.

Os profissionais

Dr. Leopoldo Moratelli Neto, cirurgião cardiovascular – Foto: Heitor Pergher/NDDr. Leopoldo Moratelli Neto, cirurgião cardiovascular – Foto: Heitor Pergher/ND
Dr. Lindolfo Moratelli Filho, cirurgião cardiovascular – Foto: Heitor Pergher/NDDr. Lindolfo Moratelli Filho, cirurgião cardiovascular – Foto: Heitor Pergher/ND

PRÓ CUORE

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