Inquérito do caso Mara será concluído em quatro dias

Imagens de circuitos internos do estabelecimento da Via Gastronômica e prédio próximo podem ajudar nas investigações

O inquérito do assassinato de Mara Tayana Ribeiro Decker, 19 anos, será concluído na próxima terça (13) ou quarta (14). A informação é do delegado da Divisão de Homicídios, Paulo Reis Venera. O investigador pediu as imagens do circuito interno do estabelecimento na Via Gastronômica e também do prédio em frente ao ponto de táxi na travessa Roberto Koch.

Carlos Junior/ND

Leandro será indiciado por homicídio qualificado

“Com isso vamos esclarecer pelo qual motivo ela teria entrado no táxi”, disse o delegado. Venera informou também que com as novas imagens poderá saber como foi a abordagem de Leandro sobre Mara e se eles já tinham algum vínculo anterior àquela noite. “Até este momento não há nenhum indicativo de que ela o conhecia. Nenhuma prova demonstra isso”, afirma.

Para o delegado, Leandro Emílio da Silva Soares, 26 anos, pode ter abordado Mara Tayana com a mesma tática usada com uma mulher de 34 anos, estuprada em janeiro. “Ele se apresenta como segurança e se oferece para rachar a corrida de táxi até em casa.”

Leandro será indiciado por homicídio qualificado. As qualificações ainda dependem do fechamento das provas: poderá ser enquadrado em motivo fútil, uso de crueldade e ocultação do cadáver. O inquérito será entregue à juíza Karin Francis Reime, da 1a Vara Criminal de Joinville. Ela abre vistas para o Ministério Público mover a ação penal pública incondicionada.

O laudo do local do crime e o exame cadavérico serão entregues ao delegado no início da semana. Já o exame toxicológico em 30 dias. “Está no Instituto Geral de Perícias, em Florianópolis”.
Mais uma testemunha, um vigilante, prestou depoimento e corroborou a versão de outra testemunha, de que depois das 3h da madrugada, Mara e Leandro caminharam normalmente pela rua Visconde de Taunay no sentido Henrique Meyer. Foram até o ponto de táxi na travessa Roberto Koch e, em seguida, retornaram. Com aceno de mão, pararam o veículo que os levou para o bairro Guanabara.

Um taxista da rodoviária foi o responsável por levar o assassino de Joinville a Araucária, no Paraná. O motorista disse ao delegado que Leandro estava bastante nervoso. Ao chegar à cidade paranaense, ele estava com R$ 70 no bolso. “Preciso receber a corrida”, pediu o taxista. Então, o “segurança” ligou para uma tia e ela pagou a diferença de R$ 360, usando cheque.

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