Fabio Gadotti

Comportamento, políticas públicas, tendências e inovação. Uma coluna sobre fatos e personagens de Florianópolis e região.


A missão de Araújo Gomes na segurança pública de Florianópolis

Novo secretário fala sobre quais serão os principais eixos de atuação a partir do dia 17

Araújo Gomes saiu do comando da PMSC e foi para a reserva em maio do ano passado – Foto: Marco Santiago/Arquivo/NDAraújo Gomes saiu do comando da PMSC e foi para a reserva em maio do ano passado – Foto: Marco Santiago/Arquivo/ND

Ex-comandante geral da PMSC, o coronel Araújo Gomes assume como secretário em Florianópolis com a “oportunidade de trabalhar a segurança pública não mais sob o aspecto policial”. Ele quer uma atuação intersetorial e integrada, com prioridade para políticas públicas em diversas áreas. Araújo Gomes falou à coluna que vai manter sua marca de trabalho na rua.

Qual sua expectativa sobre a nova função?
Em primeiro lugar, vejo como importante conhecer com mais profundidade a segurança pública sob a ótica municipal e colaborar sobre o papel do município nessa área. Surge uma oportunidade de trabalhar a segurança pública não mais sob o aspecto policial, mas com políticas públicas em diversas áreas, como social, educação, trabalho e emprego e infraestrutura.

A atuação da secretaria vai ser intersetorial. Será uma boa chance para aplicar modelos de análise e solução de problemas, com a vantagem de estar mais próximo das ferramentas de resolução. São três pernas: a Guarda Municipal, a Defesa Civil, que tem um papel sensível e estratégico tendo em vista a frequência e gravidade dos eventos naturais, e a Susp – última instância para cumprir uma série de ordenamentos, como ocupação do solo e uso do espaço público.

Quais serão os principais eixos de atuação?
Em primeiro lugar, um espaço de integração e interlocução, tanto dentro de estrutura da prefeitura quanto fora.

Os outros eixos serão investimento maciço em tecnologia e inovação, em treinamento – com valorização de recursos humanos – e, por último, e mais importante, um trabalho voltado a resultado e desempenho.

Como comandante da PM, o senhor ia para a rua, não ficava só no gabinete. Vai continuar assim?
Sim, vou continuar bota no asfalto, ouvindo quem trabalha. Sempre foi uma marca minha. É uma característica forte de novas correntes, tanto na área pública quanto na área privada, gestores mais próximos da execução e do usuário. Não se admite um dono restaurante que não entre na cozinha, que não saia de trás do balcão.

O que o senhor fez desde que deixou o comando da PMSC e foi para a reserva?
Foi um período em que escrevi bastante, consolidando experiências de comando, com erros e acertos cometidos, e fiz algumas consultorias na área de segurança e gestão de desastres. Foram 35 anos de atividades intensas.

Acabei sendo testemunha de fatos importantes na área de segurança pública, como os ataques das facções criminosas, em 2013, catástrofes, greve dos caminhoneiros e também a pandemia.