Altair Magagnin

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Acordo político garantiria ao MDB indicação do delegado-geral de polícia em Santa Catarina

Acerto justificaria a opção de Marcos Ghizoni para substituir tanto Paulo Koerich quanto Akira Sato, que pediu demissão por suposta coação para trocar delegado que investiga caso de corrupção

No acordo político que fez o governador Carlos Moisés (sem partido) escapar de dois processos de impeachment e está garantindo governabilidade ao chefe do Executivo, caberia ao MDB-SC a indicação do delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina. Esse acerto justificaria a opção de Ghizoni para substituir tanto Paulo Koerich quanto Akira Sato.

Marcos Ghizoni e Eduardo Moreira - Divulgação/ND
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Marcos Ghizoni e Eduardo Moreira - Divulgação/ND
Eduardo Moreira dá posse a Marcos Ghizoni como delegado-geral - DSC03973
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Eduardo Moreira dá posse a Marcos Ghizoni como delegado-geral - DSC03973
Eduardo Moreira dá posse a Marcos Ghizoni como delegado-geral - DSC03919
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Eduardo Moreira dá posse a Marcos Ghizoni como delegado-geral - DSC03919
Marcos Ghizoni durante as ações do Estado em reação à greve dos caminhoneiros - Divulgação/ND
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Marcos Ghizoni durante as ações do Estado em reação à greve dos caminhoneiros - Divulgação/ND

Marcos Ghizoni Júnior foi delegado-geral-adjunto na gestão de Raimundo Colombo e promovido a delegado-geral quando o vice Eduardo Moreira assumiu, com a renúncia do titular para concorrer ao Senado nas eleições de 2018.

Com bom trânsito político, Ghizoni teria sido o plano A de Moisés na sucessão de Koerich, mas declinou. Deve repetir o gesto agora.

O outro nome é do delegado Rafaello Ross, chefe da delegacia de Mafra.

Entenda o Caso Akira Sato

Quinze dias depois de ser anunciado como novo delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, especula-se que Laurito Akira Sato deva deixar o cargo.

Sato teria se sentido coagido com um pedido para substituir o delegado Rodrigo Schneider, chefe da Cecor (Coordenadoria Estadual de Combate à Corrupção), responsável pelas Decor (Delegacias de Polícia Especializadas no Combate à Corrupção).

As investigações no caso de suposta corrupção em uma licitação no Porto de São Francisco do Sul estariam sob coordenação de Schneider.

O deputado estadual Ivan Naatz (PL) anunciou que pretende convocar Akira Sato, ou seu sucessor, para explicar este fato. Naatz falou em “uma empresa de coronéis para fraudar o governo”.

Mesmo com os rumores, Sato continua oficialmente no cargo, conforme informação do “Diário Oficial do Estado”.

Sato foi escolhido pelo governador Carlos Moisés (sem partido) para substituir Paulo Koerich, que foi o primeiro nome anunciado para o alto escalão de governo.

O governador Carlos Moisés ainda não se pronunciou sobre o assunto. A Secretaria de Estado da Administração emitiu uma nota oficial para negar as irregularidades que estão sendo colocadas como o estopim para a demissão.

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