Advogado monta estratégia para o caso Monteiro

Segunda-feira (9), Cláudio Gastão da Rosa Filho, advogado do ex-diretor da Deic, começa a avançar na defesa de seu cliente

Divulgação/ND

Cláudio Monteiro é acusado de desvio de diárias

Nas primeiras horas de segunda-feira (9) Cláudio Gastão da Rosa Filho, advogado do ex-diretor da Deic (Diretoria Especial de Investigações Criminais), delegado Cláudio Monteiro, irá à corregedoria da Polícia Civil verificar se há processo instaurado contra o seu cliente. Monteiro foi afastado do comando da Deic sob acusação de ter desviado verba de diárias.

Gastão da Rosa Filho adiantou que, se confirmada existência de um processo, pedirá celeridade no caso; se não, pedirá instauração. O advogado disse que pretende esclarecer que tudo não passou de erro administrativo. Assim que o equívoco foi notado, disse Gastão da Rosa Filho, o próprio Monteiro tratou de resolvê-lo.

Monteiro, que não responde mais pela Deic desde segunda-feira (2), foi afastado, acusado de receber três diárias de aproximadamente R$ 1.300 para viagem a trabalho a Ponta Porã (MS). Contudo, no período que a operação se realizava na fronteira do Paraguai, o ex-diretor estava em Miami (EUA), como comprova seu visto, levantado junto à Polícia Federal.

No início da próxima semana Monteiro também tem um encontro com o secretário da Segurança Pública, César Grubba. Em entrevista ao Notícias do Dia, o secretário declarou que Monteiro “informou já ter devolvido o dinheiro, mas isso ainda não está confirmado”. Ele também informou à reportagem que o afastamento do delegado foi discutido com o governador Raimundo Colombo.

Na rede social Facebook, circulam convites para duas manifestações públicas de apoio ao delegado. Ambas estão marcadas para segunda-feira: a primeira em frente à Secretaria de Segurança Pública da Capital, às 17h, e a segunda às 16h, na frente do Centro Administrativo, na SC-401. O grupo criado na rede social justifica o afastamento de Monteiro devido a uma declaração dirigida aos assaltantes de caixas eletrônicos: “Se vierem para Santa Catarina, podem ter certeza; serão presos ou mortos, porque se vierem para o confronto, nós vamos matar”, disse Monteiro anteriormente.

Se for comprovado que Monteiro desviou as diárias em benefício próprio, ele será enquadrado pelo crime de peculato, cuja pena prevista vai de 2 a 12 anos de prisão. O advogado Gastão da Rosa Filho disse que provará que não houve dolo, mas, sim, um erro administrativo. “Quando ele percebeu o deslize, devolveu o dinheiro, muito antes de ser afastado”, garante o advogado.

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