Assassinato de ex-comissário de voo, em Florianópolis, continua envolto em mistério

A motocicleta da vítima também não foi localizada. Familiares não acreditam que ele foi morto por moradores de rua

A motocicleta pilotada pelo ex-comissário de voo Alexandre João Batista Santiago, 32, brutalmente assassinado no Parque Náutico Walter Lange, próximo às pontes Pedro Ivo e Colombo Salles, Centro de Florianópolis, ainda não foi localizada. Santiago estava em um churrasco na casa do tio, em São José, e pediu a motocicleta emprestada para se encontrar com o namorado Leonardo de Matos, no Terminal Rodoviário Rita Maria, dia 5.

Reprodução/Facebook

Santiago tinha 32 anos e foi encontrado morto próximo aos clubes de remo

Ele saiu da festa por volta da meia noite. Mais tarde, às 2h22, as câmeras filmam Santiago sendo morto a golpes de capacete e de lajota. Na cena do crime aparecem três pessoas: a vítima e um casal. Após matar o ex-comissário de voo, os suspeitos roubaram a mochila, a roupa que ele vestia e o par de tênis e ainda amarram os tornozelos dele com o cadarço do calçado. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios de Florianópolis. A polícia ainda não tem pista dos suspeitos.

O jornal Notícias do Dia conseguiu localizar o namorado da vítima, em Joinville. Por telefone, Leonardo disse que prefere o silêncio em relação ao crime. Apenas comentou que Santiago estava numa fase da vida na qual não queria se expor tanto: “Era um cara com muitos sonhos e batalhador, correndo atrás de suas metas”.

Câmeras de Clube Náutico gravam assassinato de ex-comissário de voo

O irmão André Santiago contou que está  bastante chateado com a imposição da mídia em publicar, constantemente, o direcionamento para uma briga com moradores de rua: “Isso não é verdade, isso não aconteceu. Ele nunca foi morador de rua e tampouco estava sendo. Temos que deixar claro isso publicamente. Ele tem família, casa, tinha emprego, namorado. Era bilíngue, inteligentíssimo…”.

André disse, ainda, que está tudo muito vago e há muitas perguntas sem respostas. “Quero que o caso seja  solucionado o quanto antes. Quem praticou essa atrocidade deve pagar. E nós, familiares, amigos, colegas e até a população, merecemos uma resposta do que ocorreu”, afirmou.

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