‘Atoladas’ de Balneário Camboriú estavam em trecho interditado; veja onde está liberado

Imagens de duas mulheres atoladas na praia Central em Balneário Camboriú viralizou na tarde desta terça-feira (26)

A imagem de duas mulheres atoladas na praia Central de Balneário Camboriú na altura do Pontal Norte na tarde desta terça-feira (26), viralizou na internet. As duas ficaram cobertas de areia e foram resgatadas pelo Corpo de Bombeiros.

Esta área da praia não está liberada para os visitantes, é a parte em que a obra ainda está sendo executada, portanto, não é segura. Por meio de nota, a prefeitura de Balneário Camboriú informou que a Praia Central não está liberada ao público no trecho que vai da rua 4.000 até pouco antes do Pontal Norte, onde a obra de recuperação se encontra atualmente.

Mulheres ficaram atoladas em trecho da praia que não estava liberado – Foto: Reprodução/NDMulheres ficaram atoladas em trecho da praia que não estava liberado – Foto: Reprodução/ND

Esta área é onde a dragagem da areia, que vem da draga Galileo Galilei, está sendo executada, ainda de acordo com a prefeitura, episódios de atolamento na areia podem ocorrer a quem invadir o canteiro de obras, pelo fato da estabilização do solo ainda estar sendo feita nesse trecho interditado, demarcado e sinalizado.

Equipes de segurança do consórcio que executa a obra, mais o efetivo do Corpo de Bombeiros na praia e a fiscalização da prefeitura monitoram para evitar que as pessoas entrem na área interditada. Veja o momento do resgate das atoladas.

Vídeo mostra mulheres sendo resgatadas – Vídeo: Reprodução/ND

“Mas só com a colaboração de todos, se evitará que acidentes desse tipo e de outros ocorram. A recuperação da faixa de areia da Praia Central de Balneário Camboriú é um desejo da cidade esperado há décadas, que agora se realiza. Faça sua parte”, destaca a nota.

Mas onde a praia está liberada?

Turistas e moradores podem aproveitar o trecho da Praia Central de Balneário Camboriú liberado após a obra de alargamento da faixa de areia. O trecho que vai da rua 4.000 sentindo o molhe da Barra Sul já está liberado ao acesso do público a partir de 28 de setembro, já com a faixa de areia totalmente recuperada.

O trecho estava interditado para a retirada da tubulação que fez o alargamento da faixa de areia e, também, para que houvesse acomodação do aterro, especialmente dentro da água.

Trecho da rua 3.700 até o Molhe da Barra Sul já foi completamente concluído – Foto: Prefeitura de Balneário Camboriú/DivulgaçãoTrecho da rua 3.700 até o Molhe da Barra Sul já foi completamente concluído – Foto: Prefeitura de Balneário Camboriú/Divulgação

A abertura da área ao público vem acompanhada de monitoramento do trecho por parte de homens do 13° Batalhão de Bombeiro Militar (13º BBM).

A batimetria feita por especialistas contratados pela obra, aponta que a declividade da praia neste trecho sul recuperado já é muito próxima da praia original, sendo a medição de 1 para 40, ou seja, a cada quarenta metros avançados para dentro do mar, a profundidade ganha um metro.

Como funciona a dragagem

A draga Galileo Galilei é uma peça fundamental no alargamento da praia Central de Balneário Camboriú, o equipamento trabalha e trazendo de 12 a 15 mil m³ de areia para a orla da praia. A draga fica a 15km da orla e a rotina no equipamento é cercada de curiosidades.

O trabalho na draga é ininterrupto e os profissionais se revezam para manter a dragagem 24 horas por dia. Para trazer areia até a praia, a draga vai na jazida que está há cerca de 15km da costa.

Imagens impressionantes mostram a draga de Balneário Camboriú atuando em alto mar – Foto: Secom/DivulgaçãoImagens impressionantes mostram a draga de Balneário Camboriú atuando em alto mar – Foto: Secom/Divulgação

Na jazida, a profundidade é de 30 metros. O processo de sucção da areia enche a cisterna da draga que tem capacidade total 18 mil m³, porém só é transportado por viagem de 12 a 15 mil m³ devido a profundidade da enseada na praia Central.

Depois de carregada, a draga se desloca para linha de tubulação que fica a 2,5 km da praia, onde realiza a conexão com a tubulação para transporte da areia até praia. Cada ciclo de chegada, ou o tempo gasto em cada viagem, varia de 6 a 7 horas.

A tripulação da draga também é cheia de curiosidades. A equipe é formada por 28 homens que fazem revezamento entre eles, mais dois fiscais contratados para monitoramento ambiental. Apenas 25% da tripulação são brasileiros.

Os outros 75% da equipe são europeus e brasileiros que nunca descem da draga, ou seja, ficam à bordo 100% do tempo. Apenas os fiscais se revezam de 14 em 14 dias.

Participe do grupo e receba as principais notícias
de Itajaí e região na palma da sua mão.

Entre no grupo Ao entrar você está ciente e de acordo com os
termos de uso e privacidade do WhatsApp.
+

Bombeiros

Loading...