Bombeiros ampliam área de busca por pai e filha argentinos desaparecidos no costão de Ingleses

O helicóptero Arcanjo também auxilia nas buscas

Os bombeiros ampliaram nesta terça (26) a área de busca dos argentinos que desapareceram no costão da praia de Ingleses no último sábado (22). Segundo o tenente-coronel Cesar Assumpção Nunes, comandante interino da 1ª região de bombeiros, que abrange todo o Litoral de Santa Catarina, a embarcação de busca está percorrendo todo o perímetro da ilha do Arvoredo, em Governador Celso Ramos.

Divulgação/Arcanjo/ND

Na tarde desta terça-feira, toda a área  da Ilha do Arvoredo está sendo vistoriada

Ele acredita ser praticamente impossível achar o pai e a filha desaparecidos com vida e lembra os perigos das trilhas que terminam em costões, onde turistas e moradores se encantam com as belezas e muitas vezes esquecem de prestar atenção no perigo. Ele afirma que cada batalhão está buscando alternativas para auxiliar na sinalização destes locais, mas não há previsão orçamentária para isso e cada um fará de acordo com as possibilidades.  “Para nós seria impossível colocar placas em todos os lugares. Talvez seria interessante uma lei municipal que desse conta disso. Vamos tentar fazer, os quarteis onde tiver placa eles vão colocar, mas não temos previsão orçamentária e é uma manobra que exige tempo.”

Ele lembra também que não adianta colocar placas de madeira que podem ser facilmente removidas, afinal, muitas quebram ou até mesmo são levadas do local onde são instaladas. O ideal, segundo o tenente-coronel, seria a colocação de uma estrutura que perfurasse a pedra  com concreto para garantir a informação permanente.

Segundo ele, nas últimas temporadas têm aumentado o número de mortes ou lesões nos costões. Só nesta, foram quatro mortes nesses locais. “Nesses acidentes, quando a pessoa não morre, geralmente sofre traumatismos. É algo que preocupa”, afirma. Porém, ele ressalta ainda que há dezenas de pessoas  que se machucam ou caem, mas conseguem sair sem precisar chamar os salva-vidas e por isso não entram para as estatísticas.

A educação é uma questão apontada pelo comandante como fundamental. Segundo ele é preciso falar de prevenção incansavelmente, mas nem sempre será suficiente. “Geralmente no fim de uma trilha existe costão, e no costão há ondas fortes, que podem jogar a pessoa para o mar com facilidade”, conta.

De acordo com o levantamento dos bombeiros, os pontos mais visitados e que apresentam risco estão em Florianópolis. As praias do Norte com mais risco são Joaquina, Mole, Galheta, Santinho, Brava e Ingleses. No Sul, a praia da Armação e do Matadeiro, assim como Naufragados e Lagoinha do Leste. 

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