‘Eu não tinha mais forças para chorar na madrugada’, diz mãe de menino perdido em mata

Kelvin Camargo ficou 13 horas perdido na mata antes de ser resgatado pelos bombeiros na manhã de quarta-feira (2

“Muita angústia, agonia, sofrimento. Eu não tinha sossego, não parava, parecia que tinham arrancado meu coração fora. Eu não tinha nem força para chorar na madrugada”. As palavras de Edilaine Camargo, mãe de Kelvin Camargo emocionam. Foram 13 horas de muita angústia até que o menino, de apenas 2 anos e 5 meses, fosse encontrado. Ele se perdeu em uma área de mata ao lado da casa da família, no bairro Ribeirão do Meio, em Campo Alegre, no Planalto Norte.

Kelvin Camargo ficou perdido durante 13 horas em uma região de mata em Campo Alegre – Foto: Flavio Pereira/RICTVKelvin Camargo ficou perdido durante 13 horas em uma região de mata em Campo Alegre – Foto: Flavio Pereira/RICTV

Depois de uma noite e uma madrugada gelada no meio da mata, o garotinho foi encontrado, na quarta-feira (2), por volta das 6h30 pelos bombeiros que trabalharam incessantemente desde o momento em que ele desapareceu, por volta das 17h do dia anterior.

Kelvin estava sob os cuidados da avó, como acontece todos os dias, quando saiu e não foi mais visto. Enquanto ele brinca sem preocupação, a mãe e a avó relembram as horas de desespero. “Eu não sabia onde colocar a minha cabeça, não é fácil. Se eu perdesse ele seria pior do que perder minha menina, que já perdi”, fala a avó, Maria Inês Camargo.

Mãe estava trabalhando no momento em que Kelvin desapareceu- Foto: Flavio Pereira/RICTVMãe estava trabalhando no momento em que Kelvin desapareceu- Foto: Flavio Pereira/RICTV

Ela relembra os instantes antes do sumiço. A avó estava na cozinha quando Kelvin entrou e pediu outro iogurte para tomar enquanto esperava o banho. Ela deu, o menino voltou para a sala e em minutos, quando Maria Inês foi para o cômodo buscar o neto para o banho, ele já não estava mais.

Com os termômetros marcando 8 °C e sensação térmica ainda menor, ele passou 13 horas na mata e foi encontrado deitado sob uma samambaia. O capitão dos Bombeiros Militares, Clemente Michels, conta que o menino estava acordado, mas não respondia aos chamados. “Ele estava deitado sob um pé de samambaia, estava imóvel, acordado, com os olhos arregalados. Talvez pela idade, ele não respondia aos chamados dos bombeiros”, conta.

O momento do reencontro foi emocionante e de alívio para o coração da mãe. “Eu não esperava encontrar ele com vida para falar a verdade. No momento que vi o sargento com ele no colo, eu paralisei, mas ele gritou que o menino estava bem. Quando ele passou o Kelvin para o meu colo, ele abriu os olhos e falou mamãe”, lembra.

Kelvin não teve ferimentos e não teve hipotermia apesar do frio da madrugada. Depois de ser avaliado no hospital, foi liberado. “É uma lição que precisamos agradecer a Deus pelo pouco que nós temos”, finaliza a mãe.

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