‘Eu vi a morte’, diz morador que estava em casa no momento da explosão em Jurerê

Leandro Fama morava no andar de cima da estrutura; ele se arrumava para o trabalho quando escutou um estrondo, viu um clarão e muita poeira

“Hoje eu vi a morte”, relata o cabeleireiro Leandro Fama, de 46 anos, morador da casa de dois andares que explodiu na manhã desta terça-feira (25), no bairro Jurerê, no Norte da Ilha, em Florianópolis. Segundo moradores, a residência colapsou por volta das 8h30, afetando, inclusive, unidades vizinhas.

Leandro estava em casa no momento da explosão – Foto: Nícolas Horácio/NDLeandro estava em casa no momento da explosão – Foto: Nícolas Horácio/ND

Leandro morava no andar de cima da estrutura há pouco mais de um mês e estava em casa no momento da explosão. Ele se arrumava para o trabalho e, enquanto trocava de roupa, viu um clarão e muita poeira.

“Um estrondo enorme, deslocamento de ar, não quero nunca mais sentir isso na vida”, disse ainda em choque com o que havia acontecido.

Questionado sobre como reagiu no momento da explosão, Leandro disse que só pensou em sair do apartamento. “Peguei umas roupas do chão, estouraram vidros, portas, os móveis da minha casa se moveram, o chão, as paredes, tudo foi apavorante”, relata ao ND+.

O único motivo de “alívio” para o cabeleireiro é que a esposa não estava em casa no momento do ocorrido. “Graças a Deus ela já havia saído para trabalhar. Eu tive a impressão que recebemos uma ‘bomba’ no prédio, foi horroroso”, conta.

Entenda o caso

Uma explosão em uma casa de dois andares, em Jurerê, no Norte da Ilha de Santa Catarina, mobiliza desde a manhã desta terça-feira as guarnições dos bombeiros.

A casa fica na rodovia Jornalista Maurício Sirostki Sobrinho, na região da praia de Canajurê. Informações das equipes de resgate dão conta de que há uma mulher presa aos escombros.

O tenente Guilherme Cesário, do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, explicou que a estrutura que explodiu possuía dois pavimentos, sendo dois apartamentos no andar superior e dois no andar debaixo.

Informações apontam que Elenita Pereira da Silva, de 56 anos, seria moradora de um dos apartamentos inferiores e estaria presa aos escombros. Bombeiros informaram que não conseguiram contato visual ou sonoro com a vítima em um primeiro momento.

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