“Foi tudo muito rápido”, diz proprietário de lancha que pegou fogo em Joinville

Embarcação que pegou fogo na noite de sábado (17) tinha nove tripulantes e teve perda total, fala um dos sócios

A realização do sonho de comprar uma lancha para passear com os amigos terminou com a embarcação completamente destruída pelo fogo na noite de sábado (17), em Joinville, no Norte de Santa Catarina. Apesar do susto, ninguém ficou ferido, garante Márcio Antônio Farias, de 41 anos.

Incêndio ocorreu na noite deste sábado (17) em Joinville e nove pessoas estavam na embarcação – Foto: Redes Sociais/Divulgação

Segundo ele, a compra de parte da lancha foi realizada há poucos dias. “Eu comprei há pouco tempo de um amigo, comprei a parte dele. Somos em quatro proprietários”, diz.

Márcio conta que um dos amigos pilotava a lancha, que tinha nove pessoas, quando por volta das 18h, sentiram que o motor “perdeu força”. “Sentimos que ela reduziu, depois, sentimos um cheiro de borracha queimada. Paramos, desligamos tudo, olhamos e não tinha nada. Começamos a andar novamente e menos de dois minutos depois, começou a sair fumaça pelas laterais”, lembra.

De acordo com ele, a embarcação já estava entrando no canal para chegar até a Marinha quando o fogo se alastrou. Márcio conta, ainda, que ele e o amigo que pilotava a lancha e é um dos sócios perceberam que o fogo iniciou na casa de máquinas. Imediatamente, dois extintores foram utilizados para tentar minimizar o impacto das chamas.

“Levantamos um pouco o banco e descarregamos o extintor, foi nesse momento que meu dedo queimou um pouco. Enquanto isso, falamos para o pessoal pegar os coletes porque não daria para segurar”, conta.

Os passageiros até tentaram pedir ajuda para uma embarcação que passou pelo local, mas não foram atendidos, fala o proprietário. Um segundo barco ajudou os passageiros. “Começamos a colocar os coletes nas pessoas e iríamos usar as duas pranchas que tínhamos porque já estávamos entrando no canal para chegar na Marina. Nisso passou outro barco, pedimos ajuda e ele encostou e levou todo mundo”, diz.

A lancha foi rebocada, mas Márcio sequer sabe quem ajudou com a embarcação. “Eles deixaram na Vigorelli e quando chegamos da Marina, os bombeiros já estavam apagando o fogo. A ambulância logo chegou e me atendeu, mas era só uma bolha no dedo, nada demais”, fala.

“A queimadura no dedo não é nada. Foi mais o susto. Foi tudo muito rápido”, lamenta. De acordo com Márcio, além da perda total do barco, os pertences dos passageiros foram destruídos pelas chamas. 

A Marinha já ouviu o piloto e, de acordo com a assessoria de comunicação, instaurou um inquérito para apurar as causas do incêndio. O prazo para conclusão é de 90 dias.

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Bombeiros